A caixa estava escondida no fundo do armário de Dante. Eu não queria vasculhar suas coisas. Mas depois do quase-beijo, depois da promessa sussurrada na neve, depois do olhar que ele me deu como se eu fosse frágil demais para carregar seus segredos… eu precisei saber. Sofia estava dormindo. Dante, vigiando a estrada. Marta, preparando o jantar. Foi então que vi: uma caixa de madeira escura, trancada com um cadeado antigo. Mas a chave… estava pendurada num prego atrás do quadro da avó dele. Não pensei. Só abri. Dentro, havia cartas. Fotos. Um diário de couro marrom. E um vestido branco, amarelado pelo tempo, dobrado com cuidado. O vestido de casamento de Isabella. As cartas eram dela. Endereçadas a Dante, mas nunca enviadas. “Meu amor, hoje você matou um homem na minha frente. Eu não

