O Preço do Silêncio

870 Words

A fumaça ainda subia da mansão quando o sol nasceu. Não era mais um lar. Era um campo de batalha marcado. Vidros estilhaçados, paredes queimadas, o cheiro de pólvora grudado na pele. Mas estávamos vivos. E isso, por hoje, era suficiente. Lúcia preparou café no bunker, as mãos trêmulas, mas firmes. — Sofia dormiu? — perguntei, sentando-me à mesa de metal frio. — Sim. Sonhou com o jantar. Disse que quer repetir, mas sem os “homens barulhentos”. Sorri. Porque até nos escombros, ela ainda acreditava em normalidade. Mais tarde, encontrei Dante no escritório improvisado. Ele estava sentado, analisando relatórios com uma lupa, a bengala ao lado. Parecia mais forte, mas os olhos estavam cansados. — Moretti perdeu tudo — disse, sem levantar os olhos. — Armas, homens, credibilidade. Os russos

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