O silêncio na cobertura após a queda de Cavalcanti era denso, quase sólido. Eu caminhava pelos corredores da mansão Vane e sentia o peso de cada olhar dos seguranças. Eles não me viam mais como a "babá desesperada". Eles me viam como a mulher que enfiou uma lâmina no flanco do maior traidor do clã. Eu agora era a Rainha, mas o trono que eu ocupava era feito de cinzas e desconfiança. Lúcia estava sentada na varanda, observando o horizonte de Chicago. Ela parecia melhor, a cor voltando às suas bochechas graças aos tratamentos que o dinheiro de Dante providenciara, mas seus olhos ainda carregavam a sombra do ataque ao bunker. — Você não deveria estar aqui fora sozinha, Lu — eu disse, aproximando-me e colocando um xale sobre os ombros dela. — O Corvo está nos telhados, El. E tem mais dez ho

