O neon do letreiro do motel "Blue Star" piscava de forma intermitente, projetando sombras azuladas e instáveis sobre o painel do carro. Era um lugar esquecido por Deus, a quilómetros de qualquer estrada principal, onde o cheiro de mofo e cigarro barato era a única coisa que recebia os hóspedes. Para o resto do mundo, Dante Vane estava morto, consumido pelo incêndio na montanha. Mas, no banco de trás daquele SUV roubado, o coração do homem mais temido de Chicago ainda batia, embora de forma fraca e irregular. — Elena, não podemos ficar aqui por muito tempo — Lúcia sussurrou, as mãos ainda agarradas ao volante com força. — Se Marco tinha homens na cabana, ele tem olhos em toda a região norte. — Marco está morto, Lúcia. Eu vi a viga cair — respondi, a minha voz soando estranha para meus pró

