Digão Narrando
- A reação que a Luana teve mexeu muito comigo, fiquei abalado mesmo, me senti culpado. Ele não deveria ter feito isso, ainda mais agora que vai ser pai, essa notícia me deixou em êxtase. Esse sempre foi o sonho dele, ele zoava e tudo dizendo que iria contratar uma barriga de aluguel, mas puro kô, se fosse assim ele engravidaria qualquer mina aqui do morro, ele sempre quis era construir uma família, só não admitia.
- Quando soube da gravidez fiquei em choque, porque queria que ele participasse desse momento. Não queria que fosse assim, mas infelizmente não temos poder sobre as coisas. O médico passou a visão sobre ele, graças ao maior ele não corre riscos de vida, tudo bem que o caso é delicado, mas ele é sagaz e vai sair dessa da melhor maneira possível, vai voltar mais forte ainda.
- Em gratidão a ele ser tão leal a mim, queria dar a VJ pra ele. Mas não conseguiria comandar aqui sem ele, ele faz parte disso tudo. Então ele vai administrar de longe, sempre que precisar nós vai lá e pá, mas o morro é dele, mérito dele.
- Agora que ele já operou, posso ir na boca fazer minha tortura. Estou com sangue nos olhos, esse momento que o mano não pode passar com a fiel dele não vai ficar assim, esse cara vai pagar por todo m*l que causou.
- Luana preferiu ficar aqui no posto e eu não esperava menos que isso dela, a mina é de raça mesmo e ta com ele no claro e no escuro, é essas mulheres que tem que ter o nosso total respeito e valor. Levei a morena pra casa com o Gael, ela disse que vai pegar algumas coisas pra Luana também, mandei ela pegar o carro e ir fazer as coisas enquanto eu acabo com o Arafá.
- Deixei eles em casa e subi pra boca com sangue nos olhos e sede de vingança, esse cara vai sentar no colo do capeta é hoje. Não posso esperar, até porque aqui pode entupir de cana e a nossa guerra ser em vão.
- Cheguei na boca indo direto pra salinha de tortura, sem render papo pra ninguém, não estou bom hoje e eles já pegaram a visão. Cheguei na salinha e me deparo com o AK amarrado ao lado do Arafá, não fiquei surpreso, mas sim intrigado. Quero saber o que esse cuzão aprontou.
Digão: O que tu tá fazendo aqui? - Disse me aproximando dele.
AK: Não fiz nada pra está aqui, esses cuzão me pegaram sem eu fazer nada. - Falou gritando.
Urso: Chefe, ele entrou na sua casa pra pegar a sua fiel, tentou bater nela mas ela deu uma surra nesse o****o e ainda quebrou o braço dele. Qual o objetivo eu não sei, não sei pra onde ele iria levar ela tlg? A patroa mandou trazer ele pra cá e esperar por você. - Falou olhando para a cara do AK.
Digão: Eu sabia que você iria aprontar, mas não esperava que você fosse ser tão audacioso em mexer com a minha mulher. Fala logo que tu está junto com esse verme que está aí do teu lado. - Disse apontando pro Arafá que estava desacordado. Os vapores fizeram aquela recepção calorosa.
AK: Estava nada, sou fiel a tu chefe. Entrei na tua casa que vi alguém suspeito entrando e fui ver qual é. - Falou com aquela cara de sonso.
- Fui até a mesa de tortura e peguei um soco inglês, voltei até ele e dei um soco bem dado na cara dele que começou a gritar, depois dei outro e foi só sequência na cara com soco inglês.
Digão: Isso é pra você nunca mais tentar tocar na minha mulher, a mulher é minha e eu não bato. Tu vai bater porque seu desgraçado? - Disse puto gritando na cara dele.
AK: Para p***a, essa p***a tá doendo c*****o. - Falou gritando.
- Voltei à mesa de tortura pegando uma lâmina, cortei os dedos da mão dele, um por um e ele gritava descontroladamente e o Arafá que estava desacordado, acordou assustado.
Digão: Acordou bela adormecida, aprecia comigo essa tortura que o próximo é você. - Disse indo até ele e cortando as suas orelhas e ele começou a gritar desesperadamente.
- Cortei os dedos do Arafá também e ele não parava de gritar e o meu ódio só subia.
Digão: Quero saber qual era a ligação de vocês, se não vão morrer da pior forma possível. Se jogarem limpo eu alívio pra vocês. - Disse puto.
Arafá: Ele estava comigo, sempre esteve. A nossa diferença é que eu sempre fui teu inimigo declarado, já ele era teu vapor né. - Falou tentando tirar o dele da reta.
Digão: Tu é meu inimigo declarado por ser invejoso e sempre querer o meu lugar, mas eu sempre te disse que Digão só tem um, qualquer outro é cópia. - Disse dando um soco na cara dele e ele cuspiu sangue.
AK: Você é um desgraçado Arafá, você que me ligou para me aliar a você. Se aproveitou da minha neurose com os caras pra me usar. Você é um filho da p**a desgraçado e mentiroso. - Falou gritando pro Arafá.
Digão: A DR de vocês deixa pra resolver no inferno, aqui não c*****o. - Disse já perdendo a paciência.
Arafá: Tu sempre quis ser o melhor em tudo né, Digão? O brabao da parada, só dava moral pro viado do VT, era só ele que tu se importava. Ninguém mais tu ligava, a primeira oportunidade colocou ele pra ser seu sub e nós? Tu nunca fez questão, era tudo só vocês, a dupla imbatível. Eu vou morrer hoje, mas o desgraçado do VT vai me ver lá no inferno. Tu acha mesmo que ele vai sobreviver? Esse é o teu castigo, viver sem a dupla que tu nunca desgrudou, que fez esquecer que nós existe e nunca deu moral pra nós. Vai se f***r seu desgraçado, tua hora vai chegar. O pai da p**a que tu chama de mulher, vai acabar contigo. Não consegui comer ela, mas vai ter vários que vão pra tu deixar de ser o****o. - Falou e eu não me contentei, peguei a furadeira e fui furando ele todo.
- Ele gritava desesperado me xingando pedindo pra eu parar. Furei os dois olhos, furei o ouvido, ele estava ficando uma peneira.
Digão: Vai morrer por ser invejoso, tu nunca vai ter nada de mim além de desprezo e ódio. Já o VT teve tudo de mim e sempre vai ter porque ele é pureza, vocês é maldade.- Disse pegando a gasolina e tacando nos dois.
- Antes de tacar fogo, peguei a cadeira, apertei um baseado e fiquei sentado apreciando a vista. Taquei fogo e eles começaram a se debater na cadeira, o fogo foi tomando conta de tudo, só dava pra ouvir os gritos e os ossos queimando, aquilo era música para os meus ouvidos.
Digão: A gente se ver no inferno, seus desgraçados. - Disse jogando a fumaça pro ar.