Capítulo 150

532 Words
- A trocação de tiro foi ficando intensa e meus pensamentos foi na minha dona. Nunca falei pra ela que eu a amo, não por falta de vontade e sim por um bloqueio que tenho, essa mulher é tudo na minha vida, minha base forte. Sem ela não sou nada, minha força diária, mas hoje sem dúvidas eu vou falar pra ela todo meu sentimento e como ela me tem. Amar a Luana é muito fácil, essa mina me fez perder a postura. E a gente só ver a importância disso na guerra. - Avançamos mais, a bala comendo e o traçante passando na orelha de Hornet. Bagulho doido, já estava ficando surdo meu parceiro, Cerrote avançou na frente com o grupo dele, e nós atrás. Mais do que a metade do morro já era nossa, estávamos encurralando eles lá em cima, e até agora o Arafá não botou a cara, é um comédia cuzão mesmo. - O morro largado as traças, com aquele cheiro de podre, morro sujo mesmo. O cuzão não faz o mínimo na comunidade, os bagulhos tudo quebrado, os matos maior que na Amazônia, um verdadeiro horror. Gestão péssima! Digão: BOTA A CARA ARROMBADO, TA COM MEDO SAI DA VIDA. - Gritou do beco que nós tá entretado. Arafá: Já estou aqui cuzão, hoje que tu morre e a patricinha é minha hahahahah. - Falou provocando o Digão. Digão: Pra isso tu vai ter que ser mais bandido do que eu e tu sabe que não é. Enquanto eu existir tu será cópia, original só tem um que sou eu. - Falou metralhando lá pra cima. - Eles correram mais pra cima e nós avançou mais um pouco, cenário de guerra mesmo. Mas sem esculachar casa de morador e a comunidade. A bala voado e os tiros cada vez mais intensos. VT: PERDEU ARAFÁ, TA ENCURRALADO p***a. QUEM FECHAR COM NÓS NÃO VAI MORRER, SÓ BOTAR O FUZIL NO CHÃO E DESCER. - gritei pra geral ouvir. - Alguns foram descendo, estão ligados que nós vai avermelhar isso aqui e guerra avisada só morre quem quer. - Fomos subindo e do nada alguém deu um tiro que pegou na caixa D'água de morador e a cachoeira desceu firme em cima de nós, e o Digão escorregou no chão. - Já olhei pra trás, colocando o fuzil nas costas pensando que ele foi baleado. Cerrote tomou a frente tentando nos proteger pra eu ajudar o Digão levantar, até eu saber que ele não tomou um tiro, já quase morri de nervoso. Digão: Não to baleado p***a, calma. - Falou tentando me passar tranquilidade, e os cara trocando tiro ainda e eu levantando ele. - Quando ficamos de pé, já fui pegando a visão de tudo né, nós estava desprevenido no momento. Até que começou uns tiros pra cima de nós e o Cerrote foi parar no chão trocando tiro, um deles era o Arafá que apontou o fuzil pro Digão e eu fiquei sem reação ao falar, minha boca travou. Bagulho sinistro, só consegui entrar na bala por ele, tomei um tiro no abdômen e no braço, já cai no chão com a visão turva e vendo tudo embaçado.
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