Renata
O sol já invadindo a janela do meu quarto e o despertador gritando no celular que estava na cômoda próxima da cama, é hora de levantar eu vou me espreguiçando devagar na cama, levanto e vou direto no banheiro faço minhas higiênis básicas tomo um bom banho deixo a água escorrer quente pelo corpo e começo a pensar em tudo que tenho que fazer hoje entregar um trabalho na faculdade que terminei ontem. saio dos meus devaneios e vou pro quarto coloco uma calça jeans larga no corpo e uma blusa de manga comprida rosa coladinha, pego minha mochila, meus tênis brancos e faço um r**o de cavalo, uma maquiagem básica e desço pra cozinha, eu adoro me vestir bem menininha tenho muita vaidade quando o assunto e me vestir bem mais também tenho meu estilo próprio.
Chego na cozinha a Rosa já está preparando uma torrada pra mim e um suco de acerola, Rosa é nossa ajudante do lar tá sempre aqui trabalha a anos pro meu pai já temos ela como parte da família.
Rosa- bom dia meu amor, como você dormiu?
ela é sempre carinhosa comigo, falou largando as coisas na mesa para mim comer.
Renata- bom dia Rosa, dormi bem sim e acho que dormi até demais tô atrasada vou comer e sair correndo pra não perder a Van.
Comi correndo já fui da um beijo na testa da Rosa e sai na porta de casa dei de cara com meu pai parado no portão ele é moreno queimado de sol braços fortes e peitoral largo apesar da idade ele era um homem em forma se cuidava muito, as pessoas chamam ele de urso pelos olhos estreitos e o rosto largo dele.
Urso- meu bebê nem tomamos café juntos mais você tá sempre atrasada e saindo correndo.
falou ele me abraçando na entrada, eu sempre retribuo o abraço dele parece o melhor lugar do mundo.
Renata- pois é pai acho que ando dormindo demais, mais prometo que no fim de semana fazemos algum programa em família só eu e você.
Urso- eu vou cobrar em, quero minha filha mais próxima de mim, minha bebê já não para mais em casa.
Nos largamos e já fui saindo no portão olhe pra trás só pra responder ele sorrindo.
Renata- pai não sou mais bebê não, sou Quase uma advogada já.
urso- minha advogada.
ele disse cheio de orgulho com o peito estufado.
Renata- te amo pai se cuida aí tá.
urso- sempre.
Desci o morro, por aqui tudo é sempre o mesmo do mesmo ruas e vielas cheias de gente, cheia de vidas crianças indo para a escola, pequenos indo a creches, mulheres saindo cedo pra trabalhar a cada esquina tem dois vapores com fuzil nas mãos, alguns são mais velhos outros novos da minha idade, está realidade nunca foi diferente, o que tem diferente nesse morro sou eu a única sucessora do trono que é o morro escolhendo uma vida diferente estudar pra ser alguém na vida, por mais que eu amo o morro e meu pai eu sinto que não quero está vida pra mim quero ter uma vida boa mais digna meu pai entende isso e respeita isso mais pelo morro escuto as pessoas falando que quero ser melhor que eles e que sou metida que não pertenço a este lugar, eu não ligo, meu pai liga.
Entro na van e vou com o rosto colado na janela até a faculdade é um caminho meio longo, vou sempre em silêncio na minha ninguém me olha ninguém fala comigo, chegando na faculdade, chego na minha sala comprimento a professora entrego meu trabalho sento no meu lugar ao lado da minha melhor amiga Jéssica ela é muito fofa me trata bem somos bem amigas ela não mora no morro mais também não é metida a rica não ela é esforçada como eu, tem uma bolsa de estudos mora só ela e a mãe e o irmão mais velho dela ela estuda de manhã e trabalha na parte da tarde pra ajudar em casa.
Jéssica- tenho uma boa pra nós Rê, meu irmão quer nos levar em um aniversário de uma amiga dele disse que é uma festinha de burguês topa?
falamos cochichando pra não atrapalha a aula.
Renata- sei não em, este tipo de gente não gosta de pessoal que vem do morro.
falei desanimada e era verdade no asfalto rola muito preconceito com pessoas periféricas.
Jéssica- não precisa falar de onde você é amiga relaxa um pouco vamos só curtir depois vamos embora, por favor nunca vamos a lugar nenhum.
fiquei meio assim mais resolvi aceitar pra ela não ficar chateada comigo.
Renata- tá bem Loka vamos ir sim. e quando vai ser?
Jéssica- amanhã a noite, você pode ir lá pra casa assim nos arrumamos lá em casa minha mãe pode fazer uma janta pra nós aquela lasanha que você gosta.
comecei a rir com o jeito que ela falava aquilo fazendo careta, Jéssica era muito engraçada e espontânea eu amava isso nela.
Renata- tá bem combinado vou só avisar meu pai certinho pra ele saber onde estou sabe como ele é protetor né.
Falei isso revirando os olhos ela concordou com a cabeça e voltamos a nós concentrar na aula.
já era 13:00 da tarde a aula já avia acabado eu estava esperando minha van para ir para a minha casa, a van estaciona e vou sentada no meu lugarzinho de sempre direto para o morro chegando lá já vou para cozinha o cheirinho da comida da Rosa estava tomando conta da casa meu pai já estava sentado a mesa, dei um beijo na testa dele como de costume.
urso- finalmente vamos almoçar juntos você chegou cedo hoje filha.
respondo da cozinha servindo meu prato com batatas assadas, carne de panela, arroz, feijão, salada de alface com tomates.
Renata- os horários variam muito pai dependendo a aula, mais está semana está bem mais tranquilo para vir cedo almoçar em casa.
fui sentando a mesa e servindo Coca cola bem gelada pra nós dois.
urso- pois é hoje resolvi o que tinha que ser resolvido e só volto pra boca depois de almoçar, parece até que estava adivinhando que teria sua companhia.
Rimos disso.
Meu pai não falava mais que isso sobre o movimento ele sempre deixa as coisas mais sórdidas do lado de fora da nossa casa, mais eu sabia bem do que ele era capaz e tudo que ele já tinha feito, não é fácil admitir em voz alta que seu pai é um dos maiores bandidos do RJ , no fundo isso me magoava mais ao mesmo tempo não olhava pra ele como um monstro como todo mundo no morro olhava eu olhava pra ele como meu pai, meu escudo meu protetor.
Estávamos almoçando em silêncio, a comida da Rosa causa este efeito, a comida é tão deliciosa que a gente como em silêncio pra saborear. mais como eu precisava conversar com ele resolvi quebrar o silêncio.
Renata- pai minha amiga Jéssica me convidou pra ir em uma festa no asfalto com ela e o irmão dela amanhã a noite.
ele me olhou com aquele olhar frio e de raiva que sentia só em me ver falar de algum cara, na cabeça dele ele acha que homem nenhum era bom o bastante pra mim a ideia de me ver namorando mexia com todos os nervos dele.
urso- quem é este cara? não quero você metida com muleque de lá você sabe o que está gente pensa da gente e você é ingênua alguém pode te fazer m*l.
eu deu uma pausa para respirar pra poder responder.
Renata- pai eu conheço o Breno irmão da Jéssica e não tenho nada com ele somos apenas amigos o fato não é ele, estou te comunicando da festa que quero ir com ela, tô só falando o nome dele pra você saber que não vamos sozinhas.
Ele respirou fundo ainda com raiva mais pensando melhor, acho que tranquilizou ele saber que não tenho nada com o Breno.
Urso- tá bem você pode ir sim quando chegar no local me manda a localização qualquer coisa eu chego lá no zero minuto.
disse bravo mais depois sorriu pra mim e eu retribui.
Meu pai é super protetor e eu até entendo eu sou tudo que ele tem e eu nunca namorei nunca tive i********e com ninguém sou virgem e então ele se preocupa mais do que o normal. terminamos o almoço subi para meu quarto e troquei de roupa botei uma roupa mais confortável e fui limpar meu quarto organizar coisas que a dias eu não dava uma atenção. depois terminei a tarde olhando um filme no sofá da sala com uma pipoca.
Resolvi mandar uma mensagem pra Jéssica...
Renata📱 oi Jéssica só quero avisar você que meu pai deixou amanhã vamos na festa sim, no fim da tarde vou para Sua casa. bj
Jéssica📱 uhhh até amanhã então amiga. bj