Renata
Renata- do que você está falando?
infiltrado- Sargento Alexandre.
ele disse o nome e saiu para se misturar com os outros do camarote, meu peito se encheu de felicidade, esperança e alegria, ele me amava ele ainda me amava e ia me resgatar desse lugar que antes era minha morada e agora virou o meu pior pesadelo, eu recuperei as forças agora eu precisava ser forte pra estar logo nos braços do meu amor nada mais importava, eu já não queria mais ficar no morro eu só queria sair daqui e ficar com meu amor longe disso, agora me animei no baile e até sorri. o Gael voltou com a água que eu pedi veio se aproximando chegou bem perto de mim me entregando a água gelada.
Gael- aqui princesa sua água.
Renata- não Gael eu mudei de ideia quero whisky com gelo.
ele me olhou assustado e perguntou.
Gael- você é acostumada a beber isso? não é por nada não mais é uma bebida forte.
Renata- não costumo beber, mais meu pai quer que eu aproveite bem o baile eu quero curtir vamos beber e dançar.
ele se animou na hora.
Gael- bora.
começamos a beber virando até dose de tequila misturada com whisky, o Gael sobe o efeito de álcool ele era divertido até dançamos muito estávamos chamando atenção do camarote todo meu pai me olhava com raiva mais não interrompia nossa diversão, a noite estava ótima, as horas foram passando e chegou o fim do baile e ele me levou para casa junto com meu pai chegando no portão com a voz empregada ele disse.
Gael- linda quero te ver de novo vamos fazer muita festa juntos.
eu só fiz um certinho com a mão também bem alcoolizada, ele me deu um beijo na bochecha e saiu seu motorista estava a espera dele na nossa rua. entramos em casa e meu pai fechou a porta atrás dele com força.
olhei para ele sem entender a raiva dele em um tom debochando do seu ódio.
Urso- você me envergonhou perante os meus aliados, parecia uma desse meninas soltas do morro estas piriguetes de quinta categoria. e este muleque não serve para você é um farrista sem postura alguma.
Renata - não tô entendendo pai você não queria que eu fosse como as meninas aqui do morro? não queria que eu me divertisse em seus bailes eu fiz exatamente o que tudo mundo aqui faz. me diverti me enturmei.
minha voz saiu bem embriagada mais falei firme as palavras olhando no olho dele e ele me olhava com raiva com ódio não recuei.
Renata- não dá pra entender você pai uma hora quer uma coisa outra hora quer outra tá confuso?
agora solucei de tanta bebida que ingeri.
Urso- tô confuso não tô bem esperto, esperto demais para saber que fez isso de propósito para me fazer mudar minha visão sobre o Gael e não querer ele como meu genro. mais não se preocupa dona Renata eu encontro outro o que não vai te faltar é pretendente gente querendo puxa meu saco e enquanto eu decido quem vai ser você vai trabalhar na boca na contabilidade começa amanhã cedo vou te acordar pra não perder o horário.
Renata- pode procurar quantos você quiser
falei cambaleando e batendo uma mão na outra em um gesto de tanto faz.
Renata- Alexandre é o amor da minha vida nada no mundo vai fazer eu deixar de amar ele pai nem você nem seus pretendentes. ele foi meu primeiro homem ele me respeita ele me cuida ele me protege nada que você diga ou faça vai mudar isso, nem mesmo ele morto o meu amor por ele vai acabar.
as palavras saíram sem medo sem culpa, com álcool na cabeça meu peito se encheu de coragem para encarar ele.
ele me olhava espantado e indignado com tudo que ouvia.
urso- pois vai se acostumando a amar a lembrança dele por que os dias dele nessa terra estão contados.
Agora eu encarei ele de frente e para que ele pudesse me olhar bem nos olhos ao ouvir minhas palavras que saíram com calmaria de mim, mais carregada de sentimentos.
Renata- pai se eu tô aqui presa e obedecendo você e suas ordens insanas é por que eu tenho a certeza no meu coração que ele está vivo e que um dia vamos nos reencontrar e vou voltar para os braços dele de onde eu nunca devia ter saido, se você fizer qualquer coisa para ele, sendo bem clara, se eu souber que você matou ele e acredite eu vou ficar sabendo, eu me mato não tem mais nada nesse mundo que me prenda aqui minha mãe já não está mais aqui, e sem ele não me sobra nada, vou atentar contra minha vida dia após dia até conseguir. isso é promessa.
ele não disse mais nada, mais seu semblante mudou eu via triste via derrota em sua face. ele por fim subiu para o quarto dele batendo a porta forte do quarto acho que de raiva e frustração.
fui para meu quarto e acabei dormindo do jeito que eu restava, muito cansada e bêbada m*l me aguentando em pé até mesmo para um banho.
amanheceu acordei com ele me gritando, vi no relógio de parede era 07:00 horas.
urso- vamos Renata tá na hora.
eu estava com uma dor de cabeça de matar tudo girando pareceu que vinha de uma guerra, só conseguia pensar (alguém anotou a placa do caminhão), fui direto ao banheiro vomitando muito acho que não tinha mais nada no estômago para vomitar ouvi os passos dele entrando atrás de mim no banheiro, mesmo com a cara no vaso eu senti sua presença me analisando.
Renata- pai não tenho condições de ir a lugar nenhum me deixa em casa, só hoje preciso descansar.
Urso- peso das suas más escolhas minha filha, tá adulta agora, foi bem mulher para beber ontem, agora seja mulher para levantar cedo e trabalhar. você tem 30 minutos para toma um banho se arrumar e descer para o café. no meu primeiro dia de trabalho nem todo este tempo eu tive para me aprontar.
vi que não ia ter jeito ele queria me torturar pelo que eu falei ontem a noite. eu não queria parecer fraca eu levantei fui para o banho tomei um banho demorado lavei bem o cabelo.
sai do banho botei um short jeans curtinho um tênis e uma camiseta branca com estampa de ursinho. fiz um coque no alto com o cabelo uma maquiagem leve e fui para cozinha.
cheguei lá estava um copo de iogurte e uns comprimidos ao lado de ressaca, tomei tudo e não comi mais nada o estômago está sensível. ele já está na porta de casa me esperando para sair.
Urso- vamos.
fui de cabeça baixa, caminhando pelo morro parecia uma caminhada infinita não sei se era o calor ou o cansaço da ressaca, todos na rua me olhavam e cumprimentavam ele, chagamos em uma casa pequena faxada só de tijolos sem reboco era bem escondida no meio das vielas. entramos e lá estava um computador uma mesa de escritório e uma cadeira bem confortável, corri e sentei m*l podia com minhas próprias pernas.
Urso- está é sua sala vai fazer a contabilidade das bocas conforme chega os relatórios de cada responsável do ponto depois ao 12:00 dia você pode descer para ir almoçar em casa quem vai te dizer o horário é o fubá ele vai fica na tua cola atrás de você monitorando seu trabalho e te alertar se tá fazendo errado e se caso você pense em mandar mensagem para alguém ele vai me chama no rádio eu chego no zero minuto e acabo com você. deu pra entender?
ele disse em tom de ameaça eu entendi tudo e não entendi ao mesmo tempo nada minha cabeça latejava, mais uma coisa era certa, eu tô presa cometendo crime como um castigo do meu pai, Alexandre tem razão meu paí não é um paí normal ao pensar nessa frase eu soltei um riso. meu paí percebeu
Urso- o que tem de tão engraçado no que eu disse Renata?
Renata- nada pai. desculpa. eu entendi tudo.
ele me analisou, coçou a cabeça e depois falou.
Urso- vamos ver se acha graça se ocupando aí o dia todo.
urso- fubá fica de olho meio dia você desce com ela pra ela almoçar tem uma hora só de almoço depois trás de volta. eu vou resolver umas coisas do próximo carregamento.
ele foi saindo e eu comecei a analisar tudo pra entender o que realmente era para fazer no computador e fubá no meu cangote de olho em tudo. um cara mais novo que eu, cabelo com luzes radinho na cintura, cheio de tatuagens pelo corpo de fuzil na mão.
as horas foram passando e eu ali estava fazendo minha tarefa sem reclamar concentrada.
Fubá- Ei princesa tá na hora bora descendo lá pra você almoçar.
Graças a Deus pelo menos ia descansar um pouco. levantei os braços dando glória a Deus e já fui me levantando.
Renata- finalmente vamos lá..
fomos caminhando em silêncio o caminho todo e eu andando na frente como prisioneira dele sem dizer uma palavra. chegando lá entrei o fubá entrou junto sentei na mesa e ele também pelo visto ate para comer ele ia me cuidar por que ele não tirava os olhos de mim.
Rosa serviu nos dois carne com batatas salada de tomate, arroz, feijão e uma coca gelada. começamos a comer em silêncio, depois de um tempo já estávamos terminado a sobremesa um pudim delicioso. foi quando ouvi barulho da porta abrindo.
meu pai estava entrando pela porta da frente com a Jéssica ao lado dele.