5 - Você é minha!

1000 Words
Sofia O final de semana foi uma porcaria, com o meu tornozelo doendo e minha mãe deixando claro a todo momento, que eu estava pagando pelos meus próprios pecados. Eu amava minha mãe, mas às vezes ela pegava pesado comigo. Dei graças a Deus que era segunda-feira e eu poderia ir para a aula, mesmo que tivesse que ir com um motorista e ainda estivesse mancando um pouco. Já notei que a minha equipe de segurança foi reforçada e meus irmãos sorriram para mim dos seus carros. — A sardenta só conseguiu mais segurança do que já tinha. — O Mikhail sorriu. — Deixe ela, Mikhail. Você quer ajuda, maninha? — o Alec ofereceu. — Não, Alec. Está tudo bem. Eu posso entrar no carro sozinha. — Então está bem, nos vemos mais tarde. — ele me deu um beijo rápido na bochecha. — meus irmãos estudavam em outra faculdade, pois escolheram engenharia e eu medicina, então nada de eu poder ir com eles para aula. Tinha que enfrentar dois carros de segurança mais um motorista. Meu destino só piorava com o tempo. Entrei no carro, no banco do passageiro. Eu sempre sentava ali, porque eu e o Antonio, meu motorista, adorávamos conversar e escutar a seleção de músicas antigas dele. — Bom dia, Antonio. — o cumprimentei, batendo a porta do carro. — Bom dia, principessa. — O mesmo sustu que tomei ao ouvir a voz, tomei ao olhar para o lado e ver o Damon sentado no banco do motorista. Ele me olhou com aquele sorriso cínico e geneticamente perfeito, que só ele tinha. — Coloque o cinto. — ele se inclinou sobre mim, para puxar o meu cinto. — O que está fazendo aqui? — minha voz soou irritada. — Seu pai não te falou? Sou seu novo segurança e motorista. — Não é não! — exclamei, irritada e coloquei a mão para abrir a porta do carro, mas ele travou as portas, rapidamente. — Abra! — Você vai começar a essa hora da manhã? Estou com uma baita de uma ressaca. — Eu não quero que você me leve. — Você não tem escolha. — Abra o carro e vou falar com o meu pai. — Foi ele que deu esse trabalho, mas se te faz se sentir melhor, eu também não estou feliz. Só coloque o sinto e vamos evitar problemas. — Só pode ser um inferno! — exclamei, irritada. — Me deixe pelo menos sentar no banco de trás. — Por quê? Eu te deixo nervosa, principessa? — Não me chame assim. — Você prefere sardenta? — Pare! — o empurrei. O Damon segurou o meu pulso e aproximou o seu rosto de mim. — Na próxima vez que você colocar suas mãos em mim, espero que estejamos sem roupas em uma bela cama, aí você vai poder me bater o quanto quiser. Enquanto isso, coloque, cinto e cale essa sua boquinha gostosa e me deixe fazer o meu trabalho. Eu não estou dando em cima de você, garota. — Eu também não estou dando em cima de você. Eu tenho namorado. — ele apertou os olhos e me olhou fixamente, mas apenas arrastou o carro. Coloquei o cinto e me agarrei com a minha mochila, enquanto tentava raciocinar o que o Damon tinha dito. Ele homem era simplesmente louco, eu tinha que fazer alguma coisa, não ia aguentar tê-lo como segurança todos os dois. Minha proximidade com ele ia me enlouquecer. O cheiro dela exalava em todo carro e ele tinha uma áurea de homem gostoso, que exalava pelo seu corpo. Sempre com aquele meio sorriso nos lábios, e mesmo não abrindo sequer a boca, me irritava. Quando chegamos na faculdade, me agarrei na mochila e tentei abrir a porta do carro, mas ele não destravou. — Destrave a porta. — Calma, antes me diga, essa história de namorado é verdade? — Sim. — Então, termine. Eu não quero ninguém te tocando. — Você está louco! — Talvez, mas já disse que não quero ninguém te tocando. Então, mantenha esse filho da put@ bem longe, se não quiser me ver irritado. - ele parecia falar sério. — Por que eu me importaria se você está irritado ou não? — Porque você é minha. — E quem decidiu isso? — Eu! E não gosto de ninguém tocando no que é meu. Se eu souber, vou ficar com raiva e você não vai me querer com raiva. — Seu… você é um… — ele se aproximou de mim e tocou meu cabelo, me encolhi no banco e senti meu coração acelerar. Pensei seriamente que estava tendo um ataque cardíaco, quando ele cheirou meus cabelos, depois sorriu. O maldito era lindo sorrindo. — Eu gosto do seu cheiro, principessa. Fico imaginando o seu gosto. Louco, louco igual o inferno! Ele destravou o carro e eu quase corri para fora, desesperada. Até esqueci que meu tornozelo ainda doida e arrisquei uma corrida rápida. — Soso! — a Giulia me tocou, me dando um baita susto. — Se assustou? — Um pouco. — Caramba! Aquele é seu motorista? — ela parou, olhando de volta para o estacionamento. O Damon estava parado do lado de fora do carro, com aquele maldito meio sorriso. — É apenas um idiiota qualquer. — Ele é muito gostoso, eu dava para ele fácil. — A Giulia mordeu os lábios. Me irritada só dela cogitar a possibilidade. — Não inventa, Giulia. Vamos entrar. — dei uma última olhada para o Damon, o maldito era realmente bonito, mas um idiiota completo e eu teria que falar com o meu pai sobre me livrar dele. Ainda tinha história do namorado, cometi o erro de comentar com o Damon sofre o Alef, nós não éramos exatamente namorados, mas tínhamos dando uns beijos, ele disse que gostava de mim e eu gostava dele, pelo menos achava que gostava, até o Damon aparecer e destruir minha sanidade. O que eu faço, meu Deus? Olha eu aqui de novo. Socorro!
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