O pecado tem um cheiro.
Eu sempre achei que cheiraria a enxofre, como meu pai pregava, ou a podridão. Mas ali, na escuridão da capela privativa da Villa Marino, o pecado cheirava a cera de vela, incenso velho e ao suor almiscarado de Mattia.
Fechei a porta pesada de carvalho atrás de nós, girando a chave de ferro com mãos trêmulas. O clique da tranca ecoou no silêncio sagrado como um tiro.
Estávamos seguros. Por enquanto.
A única iluminação vinha da lua cheia, que entrava através dos vitrais coloridos, pintando o chão de mármore com poças de sangue vermelho e azul cobalto. As estátuas dos santos — São Miguel com sua espada, a Virgem Maria com seu olhar de julgamento eterno — nos observavam das sombras.
— Aqui? — Mattia perguntou, a voz um sussurro rouco. Ele olhou ao redor, vendo o luxo obsceno que meu pai dedicava a Deus.
— É o único lugar onde ele não entra armado — respondi, puxando Mattia pela lapela da roupa escura. — E ele acha que o d***o não consegue cruzar esta porta.
Mattia riu, baixo e sombrio.
— Acho que ele estava errado.
Ele não esperou. A urgência de uma semana de provocações explodiu. Mattia me empurrou contra a parede de pedra fria, sua boca cobrindo a minha com facilidade, como se a distância entre elas nunca tivesse existido.
A maciez dos lábios de um mafioso era a sensação mais contraditória e ao mesmo tempo satisfatória do mundo. Um homem rude com partes tão duras possuir partes macias para me acariciar era uma dádiva, de fato existia um Criador de todas as coisas.
E Ele tinha feito esse assassino unicamente para mim.
— Você é linda, Aurora — Mattia murmurou, seus beijos descendo para o meu pescoço. — Tão linda que dói, sua desgraçada.
— Pare de falar, seu maldito — arfei, minhas mãos indo para a fivela do cinto dele. Não havia tempo a perder. — Me mostre. Termine o que começou no banheiro.
Ele me afastou da parede e me guiou até o centro da capela. Diante de nós estava o altar-mor, uma peça maciça de mármore branco. Com um movimento fluido, Mattia varreu os castiçais de prata para o chão. O estrondo foi abafado pelo tapete grosso, mas o gesto foi claro: nada era sagrado ali, exceto nós.
Ele me ergueu pela cintura e me sentou na borda do altar frio.
— Blasfêmia — ele avisou, os olhos verdes brilhando na penumbra. — Vamos queimar no inferno por isso, principessa.
— Eu já vivo no inferno — respondi, abrindo as pernas para ele. — Pelo menos me deixe queimar por algo que valha a pena, Diavolo.
Ele se ajoelhou entre minhas pernas e rasgou a renda da minha calcinha. O som do tecido se partindo foi a melhor prece que eu já ouvi. Mattia me olhou nos olhos e botou seu m****o para fora, eu sorri e arregalei os olhos diante da imagem.
Minhas escovas de m*********o ficariam minúsculas perto daquele p@u enorme. Suas veias eram evidentes até na pouca iluminação, aquilo ia acabar comigo. Ia doer e me fazer sangrar e era justamente o que eu queria que o desgraçado fizesse.
Eu queria tocar, acariciar e olhar de perto. Queria sentir no meu rosto, nos meus lábios e nos meus s***s, mas estávamos ficando sem tempo. Ele nos deu uma janela muito curta e tínhamos que aproveitar ao máximo antes que tudo virasse uma catástrofe.
— Segure-se em mim — Mattia mandou.
Ele segurou o próprio m****o e roçou a glande na minha entrada, provocando meu c******s. A sensação real da carne quente roçando na minha i********e não se comparava a nada que eu pudesse fazer sozinha.
Quando ele empurrou para entrar, meu corpo tensionou. Era uma dor aguda de rasgar, de algo sendo forçado a abrir, como se eu nunca tivesse metido nem um dedinho em mim mesma. Gritei contra o ombro do meu Diavolo, cravando as unhas nas costas cobertas pela camisa preta.
— Shh, guardami — ele sussurrou, segurando meu rosto. — A dor passa. Fica comigo.
Ele esperou, paciente, até que meu corpo aceitasse a invasão. E ele estava certo. A dor recuou, mesmo que eu não a temesse, dando lugar a uma pressão cheia, uma sensação de posse absoluta. Ele estava dentro.
Finalmente eu estava sentindo o que incontáveis mulheres sentiram antes de mim para que eu pudesse existir. Era o prazer da carne, o prazer de ser preenchida, não apenas isso, mas ser tomada por algo digno de se sentir. Algo realmente grande.
Quando o primeiro momento passou, começamos a nos mover. O p@u dele entrando e saindo devagar, até a metade, mas eu queria mais, então o puxei contra mim, apertando suas nádegas. Então o mundo inteiro girou diante de mim.
Eu revirei os olhos quando ele meteu tudo, até a base, seu m****o desaparecendo dentro de mim. O modo como meu corpo o acomodou era como um truque de mágica proibido dentro de um local de oração. Pecados e mais pecados nos envolveram.
E não paramos, nem tivemos medo de qualquer punição divina. O som dos nossos corpos se chocando, a respiração dele no meu ouvido... transformamos o santuário do meu pai em nosso leito.
Cada estocada era uma afronta a Alessio Marino. Cada gemido era uma rebelião.
— Você é minha — Mattia rosnou, aumentando a velocidade. — Diga.
— Sou sua — gemi, sentindo o clímax se armar na minha barriga. — Só sua!
Quando o orgasmo me atingiu, eu me tremi toda, vendo estrelas que não existiam no interior n***o daquela Capela manchada.
Meu corpo amoleceu, e Mattia me segurou com firmeza, continuando a me preencher por mais alguns segundos, arrepios atravessando meu corpo todo, uma sensibilidade absurda dominando meu c******s.
Então ele urrou feito um urso contra o meu ombro e empurrou bem fundo, eu arfei de dor e de prazer, sensações novas que nem consegui descrever. Seu p@u pulsou e libertou todos os jatos de calor dentro de mim, selando nosso destino sobre o mármore frio.
Ficamos abraçados, ofegantes, o silêncio voltando a se instalar enquanto os nossos fluidos escorriam pelo pouco espaço entre nossos corpos fundidos.
De repente, um zumbido elétrico cortou o ar. As luzes de emergência no corredor lá fora piscaram. O sistema estava reiniciando.
— M3rda — Mattia se afastou rápido, ajeitando as roupas com eficiência. — A luz vai voltar em segundos.
Desci do altar, minhas pernas tremendo. Olhei para o mármore branco. Havia uma mancha de sangue em meio ao nosso g**o. O sangue da minha virgindade perdida, brilhando sob a luz da lua como uma prova do crime.
— O altar... — apontei, em pânico.
Mattia tirou um lenço do bolso e limpou o mármore freneticamente, escondendo a evidência da nossa união. Ele guardou o pano sujo no bolso.
— Pronto. Ninguém vai saber.
Ele me beijou uma última vez, duro e rápido.
— Volte para o quarto. Agora.
— E você?
— Eu conheço as sombras melhor que os guardas do seu pai.
Ele correu para a porta lateral que dava para o jardim dos fundos. Antes de sair, ele olhou para mim.
— Isso não acabou, Aurora. Eu volto.
Ele deslizou para a noite e desapareceu na escuridão dos pinheiros.
Segundos depois, os holofotes do jardim se acenderam, inundando a propriedade com luz artificial.
Eu estava sozinha na capela.
Respirei fundo, ajeitando meu pijama rasgado, sentindo o sêmen dele ainda escorrendo por dentro da minha coxa. Um sorriso lento e perigoso surgiu nos meus lábios.
Eu tinha feito. Eu tinha enganado o Capo, profanado sua igreja e me deitado com o inimigo. E a melhor parte?
Eu queria fazer de novo.