O silêncio da igreja em ruínas foi quebrado pelo som da madeira arrastando contra o piso de pedra. Mattia empurrou o caixote improvisado para o lado. O obstáculo que nos separava sumiu, abrindo caminho para a perdição que eu tanto desejava.
As mãos dele, grandes e calejadas por um submundo violento que eu m*l conhecia, seguraram a minha cintura. Fui erguida do tapete e depositada no centro do colchão largo, cercado por velas derretendo.
O tecido dos lençóis limpos era macio contra as minhas pernas.
O calor das chamas aquecia a minha pele, competindo diretamente com a febre interna que o vinho tinto e a confissão dele tinham provocado. Ele disse que mataria por mim. E eu sorri para isso.
A minha alma já estava condenada às profundezas.
Mattia se ajoelhou na minha frente. Os dedos longos dele alcançaram a gola do meu vestido. Eu não tentei ajudar. Deixei meus braços relaxados ao longo do corpo, afundando nas almofadas, entregando todo o controle da situação nas mãos do homem que aterrorizava a capital da Sicília.
O primeiro botão cedeu. O segundo. O terceiro.
O ar fresco noturno tocou a pele quente do meu colo. Mattia afastou o algodão barato pelos meus ombros, fazendo as mangas escorregarem pelos meus braços até caírem ao redor da minha cintura.
Ele inclinou o corpo sobre o meu. A respiração dele bateu pesada contra o meu pescoço. Os seus lábios tocaram a curva da minha clavícula. Um beijo molhado, aberto, arrastando-se lentamente até a base da minha orelha.
A barba rala raspou na minha pele sensível, causando um arrepio intenso que desceu por toda a minha espinha, paralisando os meus sentidos.
Ele sugou a carne do meu pescoço, cravando os dentes de leve. A dor da mordida espalhou um calor líquido e espesso pelo meu baixo-ventre.
O cheiro dele me inebriava a cada aproximação. Cigarro, madeira escura e a acidez do vinho encorpado que acabamos de compartilhar. Era o aroma do meu pecado pessoal, a essência do d***o que escolheu o meu corpo como sua morada.
As minhas mãos subiram pelo peito dele, sentindo os músculos duros irradiando calor através do tecido da camisa social escura.
Os meus dedos procuraram os botões de madrepérola, querendo arrancar aquela roupa dele e sentir a pele nua contra a minha.
Mattia percebeu o movimento e segurou os meus pulsos. Os polegares dele acariciaram a parte interna dos meus braços, prendendo as minhas mãos sobre o colchão macio.
— Calma, Aurora — ele murmurou perto da minha boca, a voz grave vibrando contra a minha pele. — Tudo no seu tempo. Deite-se.
A autoridade na voz dele dobrou as minhas resistências emocionais. Deitei as costas no colchão, olhando para as vigas expostas do telhado apodrecido logo acima de nós.
O céu lá fora estava um breu total, a lua cheia escondida atrás de nuvens densas de verão. O ambiente todo conspirava para a nossa i********e.
Ele puxou o tecido do vestido até os meus pés, jogando a peça de roupa para longe, na escuridão fora do círculo de luz.
Fiquei apenas com as peças íntimas brancas e recatadas que eu usava sob as roupas conservadoras que Alessio me obrigava a vestir. Um sutiã simples e uma calcinha de algodão sem renda. A vestimenta de uma falsa santa preste a ser profanada.
O olhar verde de Mattia percorreu o meu corpo iluminado pelas luzes vermelhas e amarelas das chamas. Ele me observava parecendo adorar cada curva, cada palmo de pele exposta.
Ele ergueu as mãos e abriu o fecho do meu sutiã, deslizando as alças e jogando a peça de lado. Os meus s***s ficaram expostos ao ar frio da igreja e ao escrutínio ardente dele.
As mãos masculinas agarraram as laterais da minha calcinha. Em um puxão ágil, a última barreira de algodão escorregou pelas minhas coxas, joelhos e calcanhares, sumindo na escuridão.
O ar da capela tocou a minha i********e latejante. A umidade já se acumulava ali, uma prova úmida de que eu já estava entregue a ele desde o momento em que entrei naquele carro no beco escuro.
O meu peito subia e descia em um ritmo acelerado, o coração batendo pesado nas costelas, bombeando sangue quente para as minhas extremidades.
Mattia se acomodou no espaço entre as minhas pernas abertas.
O assassino mais temido de Palermo continuava de joelhos no chão frio de uma igreja abandonada, inclinando a cabeça apenas para mim. As regras do mundo exterior não importavam mais ali.
Quando a boca quente dele tocou a minha b****a, um gemido agudo escapou da minha garganta sem nenhuma chance de contenção. O eco da minha voz subiu pelas paredes de pedra da capela de San Giovanni, misturando-se com o som molhado do beijo íntimo dele.
A língua dele deslizou pela minha f***a, percorrendo toda a extensão, recolhendo os meus fluidos e saboreando a minha excitação natural.
As minhas costas arquearam no colchão, separando a coluna dos lençóis em busca de mais contato. Os meus dedos encontraram os cabelos escuros e grossos dele, cravando as unhas no couro cabeludo, guiando o movimento.
Ele encontrou o meu c******s. Os lábios quentes e os dentes brincaram ali, chupando a carne sensível em um ritmo perfeitamente calculado.
O atrito rústico desencadeou uma onda de eletricidade diretamente nas minhas veias. A umidade escorria farta, manchando o lençol claro embaixo de nós.
A habilidade daquele homem era uma tortura física deliciosa. A cada nova passada da língua, o chão parecia afundar.
As sombras projetadas pelas dezenas de velas dançavam nas paredes de pedra ao redor, parecendo um coro silencioso testemunhando a minha ruína e o meu prazer em proporções iguais.
Abri ainda mais as pernas, oferecendo todo o acesso.
Mattia alinhou dois dedos e os enfiou dentro de mim. A invasão repentina, preenchendo o meu canal estreito, arrancou um xingamento sujo e baixo dos meus lábios.
Ele moveu os dedos em um ritmo contínuo, entrando e saindo profundamente, multiplicando a fricção interna. A boca continuava o trabalho externo sem perder o compasso, o som erótico de sucção ecoando alto no silêncio da noite.
O prazer começou a se concentrar intensamente na minha pélvis, virando uma represa prestes a rachar ao meio.
O teto de vigas antigas girava vertiginosamente diante dos meus olhos desfocados. A pressão interna crescia a cada estocada dos dedos compridos dele, a cada chupão molhado.
— Mattia... — a minha voz saiu falha e embriagada, um sussurro grosso de luxúria.
Ele empurrou os dedos mais fundo, tocando um ponto sensível que me fez engasgar de surpresa, e aumentou a velocidade da língua, levando o meu corpo exatamente ao limite da tolerância nervosa.
Ele queria me dar o prazer preliminar primeiro. Queria provar que tinha as rédeas do meu corpo nas próprias mãos.
O meu quadril se moveu sozinho, empurrando contra o rosto dele, buscando intensificar o atrito, almejando o ápice que estava a centímetros de explodir. A tensão nos meus músculos chegou ao ponto máximo de ruptura. O ar faltou nos pulmões.
Uma explosão de calor irradiou do meu centro. A contração violenta do orgasmo me atingiu, roubando a minha visão e o meu fôlego.
Eu gritei o nome dele bem alto, as unhas arranhando a nuca firme, o meu corpo inteiro tremendo em espasmos de pura liberação.
A sensibilidade tornou-se absoluta, as terminações nervosas queimando de prazer. Vi dezenas de pontos luminosos dançarem atrás das minhas pálpebras fechadas enquanto os fluidos jorravam, molhando o rosto dele e o nosso colchão profano.
As contrações intensas continuaram rolando pelo meu abdômen, e ele seguiu o ritmo.
A boca firme continuou ali, absorvendo o meu g**o ininterruptamente, engolindo os meus ruídos até que os meus músculos amolecessem completamente no centro do altar.
A minha respiração estava alta e descompassada. O suor fino cobria a minha pele, brilhando sob a luz dourada das velas ao redor. Abri os olhos lentamente, piscando até o teto da igreja voltar ao foco.
Mattia levantou a cabeça. Os lábios bem desenhados dele brilhavam, úmidos com o meu gosto. O seu olhar encontrou o meu. Um olhar escuro, pesado, ciente de toda a destruição e prazer que acabara de causar no meu corpo.
Ele se endireitou, ficando de joelhos eretos entre as minhas pernas abertas. As mãos dele desceram para a própria cintura, segurando a fivela de metal do cinto escuro. O som do couro sendo destravado rasgou o silêncio que havia se instalado após o meu orgasmo.
A parte mais quente da noite ainda ia começar.