Capítulo 26: Mattia

1044 Words
O ar do quarto parecia mais pesado do que nas noites anteriores. Era a nossa última madrugada. Em poucas horas, o sol nasceria sobre Messina, o meu álibi se desintegraria e eu teria que cruzar a ilha de volta para o meu Capo. Quando a maçaneta girou e Aurora trancou a porta de madeira, deixando a escolta na calçada de terra a poucos metros de nós, ela não parecia a mesma garota devota de antes. Havia uma urgência sombria nos olhos dela. Joguei a minha bolsa de couro escuro em cima da mesa lascada e abri o zíper. Aurora se aproximou, observando os contornos dos objetos de silicone que eu começava a alinhar sobre a madeira. Ela cruzou os braços, apoiando o quadril na beirada da mesa, e me lançou um olhar calculista que eu não esperava. — Você comeria uma das minhas irmãs? — Ela disparou, a voz baixa, testando o terreno. Parei o que estava fazendo. Olhei para ela, sustentando aquele olhar azul intenso. — Se isso é um teste, santuzza, não vai funcionar — respondi, o tom raso e direto. — A única mulher no mundo que eu quero é você. Um sorriso de canto repuxou os lábios dela, aliviada pela minha franqueza. — Resposta correta — ela suspirou, desviando o olhar para os brinquedos. — É que a minha irmã não relaxa. A Beatrice sempre fica se preocupando sobre o que a gente faz, sobre o que vai acontecer. — O ciúme da irmã mais velha é comum — comentei, pegando um frasco de vidro da bolsa e testando a textura do lubrificante nos dedos. — Eu tenho um irmão, Cristiano. Ele sentia uma inveja doentia de mim quando éramos crianças, sempre competindo. Mas ele chorou de alegria no dia em que eu virei o Sottocapo da Famiglia Rossi. Às vezes, isso passa. — Ela não tem inveja. Ela tem medo que o nosso pai descubra e mate todas nós. Caminhei até ela, parando perto o suficiente para que ela sentisse o calor do meu corpo. — Isso não vai acontecer. Alessio não vai descobrir — garanti, a voz caindo para um murmúrio possessivo. Corri o dedo pela borda do vibrador n***o na mesa e sorri de lado. — E se quiser que a sua irmã relaxe, leva um desses para ela amanhã. Aurora soltou uma risada genuína e abafada, balançando a cabeça. — Seu i****a. — Tire a roupa — sussurrei, cortando a brincadeira, o meu tom escurecendo na mesma hora. — Eu vou acabar com você hoje. Mais do que nunca. Ela obedeceu. O vestido caiu no chão e eu a empurrei devagar para trás, até que as costas dela batessem no colchão daquela cama velha. Comecei a nossa despedida com o primeiro brinquedo. O zumbido baixo do vibrador preencheu o silêncio. Quando encostei o silicone no centro úmido dela, Aurora engasgou, as unhas cravando nos lençóis. Brinquei com os nervos dela até ela gozar a primeira vez, trêmula e ofegante. Em seguida, peguei o modelo interno. O formato curvo encontrou lugares que a fizeram revirar os olhos, arrancando orgasmos rápidos, um atrás do outro, deixando-a completamente desarmada e choramingando o meu nome. Despejei o lubrificante espesso entre as pernas dela. A textura quente e escorregadia transformava cada toque em um deslize perfeito. Mas a verdadeira punição da noite ainda estava na bolsa. Peguei o consolo n***o. A base era larga e a espessura era tão grande quanto o meu próprio p*u. Aurora arregalou os olhos quando percebeu o tamanho do que eu segurava. — Fique de quatro — ordenei. Ela hesitou por uma fração de segundo antes de virar, empinando a b***a para mim e expondo a própria vulnerabilidade. A visão era a mais bela do mundo, seus lábios inchados e rosados, desenhando e contornando a sua a******a em uma cor mais vibrante ainda. Viva de pura excitação. Eu percebi ali que daria minha vida por essa b****a. Posicionei o consolo, fazendo com que ela mesma sentasse sobre a base e deixasse o silicone preencher a sua entrada vaginal por completo. O lubrificante fez o trabalho. Ela gemeu alto, os joelhos fraquejando pela forma como o brinquedo a esticou por dentro. Abri o zíper da minha calça, liberando o meu p*u duro, e me posicionei atrás dela. Encharquei os meus dedos e a ponta do meu m****o com o lubrificante e mirei na segunda entrada dela. A mais estreita. A proibida. — Respira fundo — avisei. Pressionei e rompi a barreira. Aurora deu um grito abafado que morreu no travesseiro. A invasão dupla foi um choque para o sistema dela. O consolo esticando a frente, eu arrombando por trás. Ela estava preenchida até o limite absoluto. Quando comecei a estocar, o atrito se tornou enlouquecedor. A mente dela derreteu. Em determinado momento, o seu corpo cedeu. Ela escorregou para frente, saindo do consolo e desabando de bruços no colchão, a b***a ainda empinada e aberta para mim, o corpo inteiro tremendo com um orgasmo violento. Eu não parei. Continuei metendo nela por trás, profundo e bruto, a cama velha rangendo e chiando sob o nosso peso sincronizado. A tensão nas minhas costas atingiu o pico. Eu estava prestes a gozar dentro dela quando desci o quadril com toda a minha força. CRAAAACK! O estrado podre de madeira sob o colchão estourou no meio. O estrondo foi colossal no silêncio da madrugada. A cama inteira cedeu, o pé de ferro batendo violentamente contra o piso de madeira oca. O impacto sacudiu o quarto. Caímos juntos no buraco do colchão afundado, o meu p*u escorregando para fora dela. O silêncio que se seguiu durou apenas um segundo antes da realidade explodir lá fora. Não havia escadas para amortecer o som. Havia apenas uma parede fina e uma porta de madeira nos separando da calçada. O barulho de sapatos esmagando a terra batida e cascalho soou imediatamente do outro lado da parede. — Signorina?! — A voz de Salvatore trovejou pela fresta da porta, a centímetros de nós. O som metálico e inconfundível de uma submetralhadora sendo destravada gelou o meu sangue. — Signorina Aurora, afaste-se da porta! Nós vamos arrombar! — Carmine gritou da rua, e logo em seguida, o primeiro soco pesado estremeceu a madeira da entrada.
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