Capítulo 2: Mattia

1160 Words
Alessio Marino quase me matou. De tédio, como sempre. O Capo Romeo tinha me preparado para o que eu poderia encontrar durante a nova negociação do acesso aos portos de Messina, porém aquele homem era o d***o na terra, vestindo a pele de um pastor. Ele parecia enxergar minha alma e me julgar por todos os meus pecados — que não eram poucos —, enquanto considerava a si mesmo um exemplo de cristão com aquele terço na mão. Certeza que ele gostaria de me queimar com os olhos através do seu “olhar bíblico”. Felizmente, estávamos chegando ao fim do novo acordo, Romeo Rossi não teria do que reclamar. Assim eu pensava, mas as coisas dentro da Famiglia tendiam a funcionar diferente do previsto, sempre acontecia alguma coisa. Sempre. E dessa vez foi algo completamente imprevisível. Eu terminei de mijar e estava saindo quando o boxer ao lado do meu se abriu. Eu pensei que tinha sido um dos guardas de Alessio que também decidiu tirar uma água do joelho para voltar a me acompanhar até a saída, mas o que vi... me deixou boquiaberto. Ela era linda. Loira com cabelos cascateando atrás das costas, seus olhos azuis me encaravam como um felino analisando a sua presa. Seu vestido tinha um tom diferente de azul, bem mais apagado se comparado às suas írises. O tecido acompanhava suas curvas e era impossível não perceber. Ela era perfeita. Cintura fina e s***s grandes, os m*****s marcando como se estivessem enrijecidos, deixando óbvio que ela não usava sutiã. Seu quadril era largo e a saia do vestido ia até a metade das suas coxas grossas, carnudas como as mãos de qualquer homem desejaria. Um pensamento me ocorreu: ela estaria sem calcinha também? Respirei fundo e me forcei a voltar para a realidade, tentando fazer com que o sangue voltasse para o meu cérebro e parasse de descer para o meu p*u, que já começava a ficar apertado dentro das calças. Os olhos dela desceram para o volume... isso não ia terminar bem. — Errou o banheiro — eu disse, e sua atenção voltou para o meu rosto. — Sugiro que espere eu sair para ir embora com os guardas, depois você sai. Assim ninguém passa vergonha. Um sorriso de lado surgiu. — Que cavalheiro — ela respondeu. — Mas quem disse que entrei aqui por acidente? Agora eu tinha certeza. Isso não ia terminar bem e ia sobrar tudo para mim. — Quem é você, mocinha? — Perguntei. — Não fale como se eu fosse criança — rebateu. — Eu tenho vinte e um anos, se é o que o preocupa. — Certo — cruzei os braços. — Eu vou embora. Dei meia volta quando ela falou, ordenando como se eu devesse algo a uma garota maluca: — Parado. Ou eu grito e mando os guardas te darem uma surra. — Surra? — Fiquei de frente para ela de novo. — Por você ter entrado no banheiro dos homens, sua tarada? Eu não tenho nada a ver com isso. — Não me chame de tarada — ela falou, entredentes, começando a se irritar como se eu fosse o errado da história. — Pois é isso que você é, uma criada sem vergonha. — Uma criada? — Ela soou ofendida. — Eu pareço uma criada? — Se você não é uma criada, então seria o quê? Uma... — o choque quase me fez gaguejar. — Você é uma das filhas do Alessio Marino. Ela assentiu. — A filha mais velha — confirmou. — Seu pai vai te matar — eu recuei mais alguns passos. — Ou pior, me matar. — Não ouse sair — ela ameaçou. — Ele realmente vai te matar se você não cooperar comigo. — O que você quer? — Perdi a paciência. — Você é uma lunática igual ele. Os guardas podem entrar a qualquer momento. Eu vou embora e você... — Eu vou gritar que você me agarrou — a jovem provocou com seu olhar, ficando cada vez mais assustadoramente linda. — Que você encontrou a filha mais velha do Capo urinando no banheiro errado e não resistiu. Deixou a jovem inocente nua. — Nua? Mas eu nem encostei em... Ela simplesmente puxou as alças do vestido, cada uma para um lado e a roupa caiu no chão. Ali estava minha resposta, ela realmente não usava calcinha. Seus s***s eram rosados, entre suas pernas, pelos pubianos finos cobriam sua v***a. Eu conseguia ver claramente a f***a entre seus lábios, o c******s era como o botão de uma flor, convidando ao toque, mas era um campo proibido. Eu poderia ser condenado só pela visão. — Por que está fazendo isso comigo? — Perguntei, minha mão tocando meu pênis sem que eu percebesse, um reflexo ajustando a minha ereção para deixar o m****o em uma posição mais confortável. A jovem viu o movimento e um sorriso nasceu no seu rosto, seus lábios vermelhos provocantes. — Porque você é o tipo de homem que meu pai avisou para que eu ficasse longe. Mas eu quero você dentro de mim... — Sottocapo! — A voz de um guarda veio lá de fora. — Que d***o de demora é essa? Está mijando vidro, por acaso? — Estou indo — meu coração quase saía pela boca. — Eu só... — Estou entrando. Os passos do guarda vieram na direção do banheiro. Era o meu fim, porém a maluca da filha do Capo nem se importou. Eu a puxei de volta para o mesmo boxe do qual eu saí, recolhendo seu vestido rapidamente do chão no último milésimo. Sentei-me na privada e deixei ela no meu colo, erguendo seus pés para que apenas os meus ficassem visíveis por baixo. O contato forçado, a situação inusitada... nada impedia a minha ereção. Ela era macia, perfumada com flores e ervas da própria terra na qual ela nascera, era o cheiro de Messina, além de mar e vinho, era um perfume de desejos reprimidos. E com um pai daquele, ela devia ter muitos. Ela era quente, viva como o fogo que nos queimava e repelia, mas ela me atraía como uma mariposa. Eu me vi embriagado com sua visão, seu toque e seu peso. A jovem se apoiava com o braço ao redor do meu pescoço, ela era forte apesar de pequena. A filha do Capo estava nua e sentada no meu colo, suas nádegas eram o melhor equilíbrio entre músculo e gordura que existiria na face da terra, e estava em contato com o meu m****o, apenas minhas vestes impossibilitando o toque direto e uma manobra simples para penetrar nela. E como eu queria meter nessa desgraçada que queria acabar com a minha vida. A respiração dela encostava no meu rosto, eu olhei dentro dos seus olhos azuis, nossos lábios a milímetros de se tocarem. Então os passos do guarda vieram diretamente até o nosso boxe. A porta estava fechada, mas me esqueci de trancá-la.
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