O ar do quarto fedia ao nosso pecado quando a maçaneta girou pela segunda vez naquela semana. Aurora entrou trancando a porta atrás de si, os guardas novamente deixados do lado de fora na calçada. Ela respirava ofegante, os olhos varrendo a penumbra à minha procura, faminta.
Eu não dei o beijo que ela estava esperando.
Estava encostado na parede, tragando o meu cigarro. Peguei uma sacola escura de papel em cima da mesa lascada e joguei na direção dela. O pacote bateu no seu peito e caiu na cama.
— Veste — ordenei, soltando a fumaça pelo nariz.
Ela hesitou por um segundo, a confusão quebrando a luxúria no rosto dela. Aurora abriu a sacola e puxou o tecido minúsculo.
Era uma lingerie preta de renda fina, um espartilho estruturado, amarras apertadas e uma calcinha que não passava de duas tiras nas laterais, completamente aberta e vazada no meio da i********e. Uma peça feita exclusivamente para humilhar e expor.
Aurora engoliu em seco, os dedos tremendo levemente ao tocar a renda. Ela se virou, despindo o algodão egípcio, e vestiu as peças no escuro.
Quando ela se virou de volta para mim, o tecido abraçava os s***s, a cintura e os quadris dela como uma segunda pele, perfeitamente esculpido para as medidas dela. A a******a da calcinha deixava os lábios dela, já úmidos e inchados, completamente à mostra.
Ela olhou para o próprio corpo, maravilhada e assustada.
— Meu Deus, eu nunca usei nada assim. Como você sabia exatamente o tamanho? — Ela sussurrou, a voz trêmula.
Apaguei o cigarro no cinzeiro de metal, caminhando a passos lentos até ela.
— Eu não precisei de uma fita métrica, santuzza — murmurei, parando a centímetros do rosto dela, os meus dedos traçando a borda da renda no seu peito. — Eu mapeei cada milímetro da sua pele, do seu peso e das suas curvas com a minha boca e com as minhas mãos. Eu conheço o seu corpo melhor do que você.
Antes que ela pudesse responder, agarrei os ombros dela e a forcei para baixo.
— De quatro, Aurora. Na cama. Agora.
A obediência dela foi instantânea. Ela engatinhou até o meio do colchão, empinando a b***a e expondo toda a vulnerabilidade daquela calcinha vazada para mim.
Puxei uma gravata de seda preta do bolso do meu paletó e, sem nenhum aviso, cobri os olhos dela, amarrando o tecido com força na parte de trás da cabeça.
A respiração dela falhou com a perda da visão. Ela estava no escuro absoluto, ouvindo apenas o rangido do meu sapato no chão de madeira.
Caminhei até a minha bolsa no canto do quarto e puxei o cabo de madeira envolto em couro. O chicote de tiras curtas de couro n***o chiou no ar quando eu o desenrolei.
Me posicionei atrás dela. Avaliei a pele branca e intocada das nádegas e das coxas tremendo de antecipação. E então, desci o braço.
O estalo do couro contra a b***a dela soou como um tiro no quarto silencioso.
Aurora deu um grito abafado, o corpo inteiro se curvando para frente pelo choque do impacto. A marca vermelha subiu na pele branca quase imediatamente.
Não bati para rasgar ou sangrar. Bati para queimar. Bati para que ela sentisse o meu domínio gravado na carne dela.
— Shh... silêncio. Os seus cães estão lá fora — avisei num sussurro, descendo o chicote mais uma vez, agora nas coxas.
Ela choramingou, mordendo o próprio pulso para sufocar o som. As tiras de couro ardiam, e eu vi o exato momento em que o cérebro dela transformou o choque em excitação.
Cada vez que o chicote estalava, esfregando a ponta do couro perto da b****a aberta e exposta dela, o corpo de Aurora se contorcia buscando mais.
E eu daria tudo a ela.
Joguei o chicote de lado e me joguei sobre ela. Sua b***a carnuda ficava perfeita com as marcas vermelhas cruzando as suas cicatrizes naturais de estrias.
Enterrei o meu p*u nela sem preparo, fundo e rápido, usando a a******a da lingerie. Quando ela tentou buscar ar, posicionei o meu punho cerrado contra as costelas dela.
— A dor é só a porta de entrada, Aurora. O seu corpo aguenta muito mais do que a igreja te ensinou — rosnei no ouvido dela, explicando a técnica antes de desferir o primeiro soco contido na costela dela, sincronizado com uma estocada profunda.
O ar foi arrancado dos seus pulmões. A dor aguda do impacto nas costelas misturada com o atrito profundo na v****a provocou um curto-circuito na mente da filha do Capo “santo”.
Por debaixo da venda preta, eu sabia que os olhos dela estavam revirando. Ela gozou com uma força tão violenta que as unhas dela rasgaram os lençóis. Ela gemia e pedia para que eu batesse mais forte, implorando para que aquela tortura divina durasse para sempre.
Mas nada dura para sempre no nosso mundo.
Fodi Aurora por horas. Destruí as barreiras de resistência dela, forçando o corpo pequeno a acompanhar o meu ritmo sádico até ela despencar no colchão, exausta, soluçando e sem forças para sequer erguer os joelhos.
Quando cheguei ao meu limite, eu a puxei pelos cabelos loiros, forçando-a a ficar de joelhos e levantar o rosto vendado na minha direção. Tirei o p*u de dentro dela.
— Abre a boca, santuzza — ordenei, a respiração pesada.
Ejaculei sobre o rosto dela. Jatos grossos e quentes mancharam a pele imaculada, sujando o queixo e os lábios. Com a mão firme na nuca dela e guiando com a ponta do meu p*u, obriguei a virgem intocável da Famiglia Marino a recolher e engolir cada gota da minha p***a.
Tirei a venda dos olhos dela. Aurora me encarava de joelhos, o rosto sujo, o peito subindo e descendo, os olhos brilhando com uma devoção que não pertencia mais a Deus. Pertencia a mim.
Puxei o zíper da minha calça, o choque de realidade cortando a névoa de luxúria do quarto.
— Só temos a próxima noite, Aurora — avisei, a voz fria e calculista voltando ao normal. — O álibi que forjei acaba amanhã. Eu retorno para Palermo assim que o sol nascer no dia seguinte, e você volta para o seu pedestal de pureza na Villa Marino.
O desespero cruzou o rosto dela.
— Mattia... não. Tem que ter um jeito.
Segurei o queixo dela, o polegar limpando o canto da boca suja, apertando a mandíbula com possessividade.
— Não há como escapar do meu retorno dessa vez. Romeo vai exigir a minha presença — afirmei, inalando o cheiro de suor e sexo. — Mas não se preocupe, Aurora. Eu já estou pensando em como vou quebrar os muros do seu pai de novo. Eu vou dar um jeito de cruzar a ilha, chegar até você e te f***r como a santinha que você não é.
— Promete? — Ela sorriu, uma doce tentação e falsa inocência.
— Dou minha palavra de honra. E no nosso mundo, isso significa tudo.