Capítulo 1

1640 Words
29/05/2018 Terça feira Anthony André invade a sala da presidência do grupo Benítez, vejo Gina, a minha secretária pálida igual a um fantasma, desculpando-se pela invasão do meu irmão, justificando mais uma vez o fato de não conseguir anuncia-lo, reviro os meus olhos, até parece que ela está contando alguma novidade, a dispenso com um olhar de desgosto enquanto pergunto ao ser mais folgado da face da Terra o que diabos ele quer invadindo a minha sala às 09:00 horas da manhã. - Fala de uma vez bastardo! André - Calma ai irmão, não me oferece nem uma única dose de whisky? Você já foi mais gentil comigo. Ainda nem dormir, preciso de algo para me manter acordado! Anthony - Inferno! O que fiz para merecer isso? Abusado! Fala sério André! Adianta meu lado, não tenho o dia todo. André - Lembra do Caruso, o esperto da vez? Capturei para você! Estava tentando deixar o país, encontrei numa pista de pouso clandestino próximo a Bariloche. Anthony – Excelente notícia irmão! Imediatamente mudo o meu semblante. Isso me deixa muito feliz! Anthony – Realmente você merece um whisky, vou até o bar, aprecio o líquido âmbar sendo despejado nos copos, degustamos a bebida com imensa satisfação enquanto pensamos no futuro cadáver aprisionado no subsolo da "boate" Geminy Anthony - Deu boas-vindas ao nosso hóspede? Amaciou a carne à la Benítez? André – Fiz apenas o essencial, a noite teremos uma conversa agradável, sei que você está com muita sede nesse filho da putta ladrão. Estou indo para minha sala, tenho muito o que fazer também, mas priorizei esse momento para fazer o seu dia mais feliz, mesmo você praticamente me expulsando da sua sala. Ingrato! Mais tarde nos encontraremos na boate Geminy. Mesmo horário, lembre-se que eu também quero brincar um pouco. Após abraçar-me, ele sai da sala mexendo no celular, enquanto eu continuo com a minha rotina de empresário bem-sucedido. A máfia tem lucro bilionário anual, basicamente de boates, jogos de azar, contrabando de cigarro, armas, tráfico de drogas e assassinatos de aluguel, também temos atividades em hospitais que são muito bem divididos, dois particulares, referência em diversas especialidades, um exclusivo para membros da "família" e o Grande Hospital Oncológico Argentino, referência para tratamento de câncer, cem por cento custeado pela máfia argentina, para as famílias carentes, realizando atendimento para pacientes de toda Argentina, esse sem dúvida o nosso melhor investimento, totalmente planejado e construído na gestão do Dom Pietro, a sua inauguração foi destaque na mídia nacional e internacional durante semanas, através dele conseguimos migrar de uma máfia sangrenta para nossa atual "família" diplomática, assim passamos a evitar embates desnecessários e temos muitos políticos e forças policiais nas nossas mãos com o nosso novo modus operandi, dessa forma eles não veem nenhum dos nossos carregamentos ilícitos, então as nossas carretas circulam livremente por toda Argentina e alguns países da América do Sul, inclusive Brasil, Uruguai, Paraguai, Chile. As minhas paixões são as fazendas unificadas Benítez, implantadas quando comecei a gerenciar os nossos negócios, temos produção de suínos, gado leiteiro, gado de corte e um haras. Ainda pretendo investir muito mais nesse segmento, onde tivemos uma lucratividade muito vantajosa surpreendendo a todos, inclusive o meu pai. Ele finge que me passou o comando de tudo, mas está de olho em cada passo que dou, nos negócios ou fora deles. Outro investimento da minha autoria foi o ramo de logística, comprei 800 carretas, facilitando assim escoar e camuflar as nossas produções. O grupo Benítez é a sede onde administro todas as empresas e não exclusivamente a construtora Benítez, a única, com sede própria é a logística por ser oficialmente a sede da máfia argentina. Ouço uma batida sutil na porta e mando entrar, Gina que estava toda sorridente, mas após encarar o meu olhar gélido muda totalmente a postura e me pergunta se preciso de algo, sinalizo que no momento não, só agora me dou conta que já passou a hora do almoço, confiro o meu e-mail e o aplicativo de mensagens, aviso a Juan, o chefe da minha segurança, que estou de saída, nos encontramos no elevador, vou até a minha Mercedes-AMG One blindada e seguimos com mais duas range rover evoque blindadas na escolta até a minha casa aqui em Buenos Aires. GATILHO! Pessoas sensíveis devem evitar esse capítulo, conteúdo de tortura e morte. GATILHO!!! Anthony Chego em casa, um cheiro maravilhoso, invade as minhas narinas, tenho certeza que mamãe fez o almoço, começo salivar imediatamente, quando passo para o meu quarto ouço gritos e gargalhadas na área da piscina, nesse momento não vejo o Dom, ali está apenas o meu pai, paparicando as gêmeas Alice e Alicia, as nossas princesinhas. Lavo as minhas mãos e me dirijo a sala de jantar, mamãe como sempre faz questão de servir o papai e os seus quatro filhos. Nos obriga apenas com um simples olhar a beber também o maldito suco de limão com beterraba, tomo com o meu sorriso mais falso do mundo, não sou louco de reclamar, pretendo continuar vivo por muito tempo, sei que as exigências de dona Railda, são todas pensando no bem-estar da família. Florência, a nossa governanta, retira a louça do almoço, nos oferece o seu maravilhoso pudim de ameixa com bastante calda. Agora as meninas sobem para quarto, precisam descansar para aula de idiomas, elas não conseguiram aprender o inglês, porém surpreenderam nas aulas de russo e alemão, são fluentes em francês, português e mandarim. Aproveito para falar sobre o andamento de algumas atividades com o dom e André. Mamãe observa tudo atentamente, sempre nos dá uma opinião, isso ocorre apenas aqui em casa, no nosso mundo particular, mas na presença de pessoas ela apenas responde o que papai pergunta, mantém a cabeça baixa em respeito ao Dom, quem vê essa mulher tão submissa, jamais terá capacidade de imaginar o furacão dentro de casa chamado Ray. Uma esposa carinhosa, mãe maravilhosa, mulher de personalidade muito forte, com um coração gigantesco, sabe o real significado da Amar ao próximo como a si mesmo. Desde cedo nos ensinou a repartir o pão, todo domingo estávamos na missa, e assim a visão dos irmãos argentinos sobre a máfia mudou completamente, alguns até mesmo duvidam da nossa existência, mas estamos aqui, cada vez mais fortes, muito mais ricos, e com toda diplomacia. Anthony Benítez Sou o primogênito da família Benítez, hoje tenho 23 anos, dono de um QI altíssimo, concluí o curso superior de administração de empresas no ano passado, e já estou finalizando a pós-graduação em Empreendedorismo e Desenvolvimento de Novos Negócios, sou perfeccionista, gosto de tudo extremamente organizado, nos negócios sou muito exigente, pago bons salários, gosto de valorizar os meus empregados, eles trabalham mais empenhados e isso me rende muito, porém não aceito menos que excelência. Dom Pietro é quem manda em tudo, nos negócios e na família, fisicamente eu e André somos sua cópia, alto, loiro de olhos azuis, porém tivemos a personalidade moldada pela mamãe. A sua gestão iniciou após a morte trágica do meu avô, que foi esfaqueado pelas costas por seu “amigo” e membr0 do conselho da máfia, o Martin, desde então ele assumiu o comando total, extinguiu o conselho, matou o assassino do seu pai a facadas, porém mandou o bastardo olhar nos seus olhos, eu acompanhava-o, nessa época já estava com 9 anos e nunca esqueci o pavor nos olhos do infeliz. Flash back on Corríamos num beco escuro, que dava acesso a um terreno baldio, Martin completamente ofegante, com respiração entre cortada, totalmente desesperado, olha para trás nos vendo, nesse momento ele tropeça num tronco e cai, vejo um sorriso completamente desconhecido nos lábios do dom, a crueldadee se fez presente, exatamente ali eu conheci quem era o Dom Pietro, e posso assegurar que ele mantém bem longe o chefe da máfia argentina da nossa casa, no lar ele é apenas o papai, esse aqui é o mafioso ao qual acabei de ser apresentado informalmente. Por fa... nã... nãaaaaaao O infeliz até tentou, mas recebeu um chute na boca e cuspiu alguns dentes, o sangue jorrava no chão, misturando se com a terra, formando uma mistura nojenta vermelha, Dom Pietro gargalhava com aquilo, o pavor aumentava nos olhos de Martin enquanto sentia uma botina pisar no seu pescoço. Dom Pietro - Sabe porque vai morrer Martin? Martin – porque matei o maldito do seu pai, tenho os meus motivos. Dom Pietro – Não há justificativa nesse mundo para um homem que mata pelas costas, agindo dessa forma, você não deu oportunidade dele se defender, vai morrer por ser covarde, traidor, se comportou pior que as puttas com quem você se deita nos bordéis. Dom Pietro - Olha nos meus olhos filho da putta desgr@çado. Dom Pietro - Sente a minha ira infeliz, vou lavar a honra da minha família com o seu sangue! Sorri com escárnio enquanto crava a sua faca de trincheira na coxa do infeliz que grita em desespero, logo em seguida enfia a faca abaixo umbigo, gargalha quando puxa a faca aos poucos, cortando tudo até a altura estômago do infeliz que grita de dor, treme o corpo inteiro, vejo o pânico nos seus olhos, nesse momento ele gira a faca, Martin berra e cai, ficamos ali velando aquele morto vivo numa poça de sangue até o momento que ele parou de respirar. É nítida a mudança de comportamento, vejo papai sorrindo para mim... Dom Pietro – Filho, qual a principal lição que aprendeu hoje? Anthony – Ser honrado, nunca trair um aliado. Dom Pietro – Resposta errada! Ri debochadamente, correto seria, intensificar as nossas atividades físicas, um merda como o Martin fez-me cansar! Ser honrado é sua obrigação! Vejo um olhar divertido e um sorriso travesso se construindo, ele me dá as mãos e caminhamos até o nosso carro. Fhash back off
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