O Thor avançou pelo flanco esquerdo rasgando a neblina e a chuva, um verdadeiro tanque de guerra manco e furioso, ignorando a pata estropiada pelo tiro antigo do BOPE, desviando de raspão de uma rajada cega de tiro que comia solta ao redor. O monstro não deu espaço pra raciocínio. Ele pulou seco no pescoço de um verme do Norte que tentava desesperadamente engatilhar uma submetralhadora Uzi completamente emperrada pela lama grossa e pelo barro. Os dentes do Thor afundaram com tanta força na garganta do infeliz que rasgaram a carne de lado a lado, puxando o gogó pra fora num tranco seco, jorrando um chafariz espesso de sangue preto que espirrou quente e sujou a lente esverdeada da minha mira de visão noturna lá em cima na varanda. Mas o espetáculo mais insano, a verdadeira obra de arte da c

