O meu nervosismo era grande, de até roer unhas. Finalmente sábado tinha chego e eu sabia que a partir de então as coisas não seriam fáceis e que eu não iria vender apenas maconha na porta da minha casa dentro de uma favela. Eu iria trabalhar com gente da pesada, que podia me apagar e fazer com que eu nunca tivesse existido e isso era perigoso e emocionante. Eu tinha aceitado a proposta num momento de raiva, e tristeza, quando a adrenalina se apossou do meu corpo, agora que eu estava sóbria era mais difícil pensar nisso. Mas se todos diziam que eu era boa nisso, eu devia ser mesmo, né? Peguei minha mala pequena que fiz para viajar para fora com o Héctor, não sabia quanto tempo eu iria passar lá então não ia levar muita coisa. Estava com grana mas nem sabia se o real valia para onde irí

