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❀13.02.2008, quarta-feira.❀
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15:35 h, estou ainda no colégio. Em casa fica impossível de estudar, e como o motorista do onibuis fretado e deixou pegar o onibus com a turma que faz técnico a tarde, eu prefiro ficar aqui revendo a matéria. Por mais que eu tenha sido aprovada em um processo seletivo muito intenso, sinto nesses três primeiros dias de aula que vou precisar remar muito para conseguir alcançar essa galera.
A biblioteca pela manha fica geralmente cheia, com vários grupinhos causando um burburinho que torna impossível permanecer aqui dentro fazendo qualquer coisa, inclusive estudar. Mas a tarde isso muda, e a escola se esvazia, os alunos do ensino médio vão embora. O silêncio reina e eu consigo pegar a matéria e rever sozinha.
Na biblioteca apenas uma garota la nos pufes lendo Harry Potter e, atrás do balcão de mogno, a bibliotecária que as vezes parece não estar viva. Ela nem se move sentada na cadeira olhando para o nada. Deve ser tédio, pobrezinha.
Assim que me preparava para retomar a minha leitura sobre equação do segundo grau, ouvi a porta da biblioteca se abrir e um garoto entrar correndo. Era o tal Lobo, namorado da lider do Saquad das Burras (Katrina) que Shonda me disse mais cedo. Ele olhou para os lados apreensivo e parecia fugir de alguém. Mas se estivesse fugindo, ali não seria um bom lugar para se esconder, era tudo muito aberto e claro ali.
Ao notar que não havia aonde se refugiar para fugir sabe-se lá de quê, Lobo mirou em mim e correu em minha direção. Por um isnatnte achei que ele fosse me derrubar da cadeira.
Mas não, ele se sentou ao meu lado ofegante e ficou em silêncio. Começou a vasculhar as minhas coisas sem a minha permissão. Antes que pudesse repreendê-lo, ele me cortou:
"Para todos os efeitos eu estava aqui estudando com você" me disse olhando fixamente para a porta.
Depois puxou uma das cartilhas para si que estava em meio as minhas coisas.
"Isso é uma cartilha contra gravidez na adolescência" sussurrei para ele.
"m***a*" disse pegando outro livro.
Ai eu entendi tudo. O diretor da escola entrou afoito, como se tivesse corrido muitos quilômetros. E parecia extremamente bravo. Ele veio até nós. Eu não estava crendo que logo no meu terceiro dia eu já estava sendo envolvidas em problemas por causa de um riquinho mimado.
É cedo para dizer que eu odeio Otto Hacker, o Lobo?
O diretor olhou para ele e depois para mim. Fez um pigarro asqueroso antes de falar:
"Eu vi você bebendo cerveja com os seus amigos atrás da escola, Otto Hacker, e desta vez você não vai se safar" Disse o diretor.
"Impossível que tenha me visto lá fora, diretor. Eu estava aqui estudando prevenção de gravidez na adolescência com a…" ele olhou para mim sem saber meu nome.
"Susan" eu disse olhando incrédula para a capacidade daquele garoto fingir algo que não era.
Muito cara de p*u*.
"Susan. Isso, Susan. Ela pode confirmar ao senhor que u estive o tempo todo aqui" Dizia Lobo sem se quer me olhar, parecendo certo de que, mesmo eu não o conhecendo, o ajudaria em troca de absolutamente NADA
Essa seria uma boa definição de desaforo.
O diretor me olhou.
"É verdade, Susan? Espero que não acoberte esse rapaz. Isso não será bom apra o seu currículo."
Ah, eu havia lutado muito para chegar até ali e ter a minha linda vaga perdia por conta de um riquinho mimado que burlava regras bebendo no colégio. Não permitiria que isso ocorresse, não mesmo.
"Não diretor, ele acabou entrar aqui e pediu para eu acobertá-lo. Não sei se de fato era ele que o senhor viu fazendo o que disse, mas com certeza Otto Hacker não estava na minha companhia até "eu olhei o meu elogio e pulso "até dois minutos atrás"
O diretor sorriu satisfeito por eu ser uma dedo duro.
"Otto Hacker, venha a minha sala. Receberá a sua primeira detenção do ano".
Lobo me fuzilou com os olhos, como se fosse me devorar viva.
Eu estava pouco me importando com aquele jeito intimidador dele. Otto Hacker é grande, mas não é dois. Nada que um belo chute no saco* dele não o coloque no seu devido lugar.
"Traidores não tem vez nessa escola, garota" Disse ela assim que o diretor se afastou.
"Hum, eu não traí ninguém. Não me envolver nos problemas dos outros não é traição, é responsabilidade com pitada de maturidade. Apenas não posso arcar com os seus erros. O diretor acabou de parar na porta. Deve estar te esperando. Boa detenção," Eu disse sorrindo de maneira mais irônica.
voltei o meu olhar para a leitura e ele continuou lá, em pé, me olhando todo impotente. Acho que se esse garoto pudesse, ele teria gritado comigo.
"Traidores são como ratos. E você é um rato que eu vou ter o prazer de esmagar... Se cuida... Ratinha".
Ele estão saiu seguindo o diretor.
Apenas ergui o meu olhar até aquele garoto alto e cheio de marra.
Pensei: "ratinha é a tua mãe".