Capítulo 27

1210 Words
Conrado sabia que pecisaria de muita paciência para que Pillar confiasse novamente nele. Isto incluía também conquistar o amor e confiança de seu filho. E de sua filha também. Após uma conversa com os dois, Pillar marcou o encontro deles para um sábado de tarde. Ela teria uma semana ocupada, e as aulas teriam início em breve. Conrado concordou ao receber o recado numa segunda-feira por meio de Fred que olhava para ele com desconfiança. - Obrigado Fred. Diga por favor à Pillar que lá estarei na hora certa. - Claro Senhor Conrado. - Espere. Porque você não gosta de mim? - Porque eu vi o que a minha senhora passou por sua causa. Ela me contou tudo, e antes mesmo de o conhecer pessoalmente, já não gostei de si. - Eu me arrependo de verdade pelo que fiz. Espero que um dia ela possa me perdoar. - Com certeza perdoará, mas não significa que deve voltar a confiar em si. - Eu sei. Mas eu juro que não volto a magoar a Pillar. E espero conquistar também a sua confiança e respeito. Mas, eu não sou o único errado em tudo isso, e você já percebeu. - Prove o que me disse e veremos. Até mais Senhor Conrado. Os desafios de Conrado eram cada vez maiores e ele sabia disso. Decidiu ocupar a sua cabeça com o trabalho, e assim não ficava ansioso para rever Pillar e conhecer os seus filhosm O sábado finalmente chegou e Conrado decidiu usar algo informal, afinal seria um almoço ao ar livre. Ao estacionar o seu carro, viu Pillar sorrindo para seus filhos, e reconheceu a garota que o tinha conquistado sem ele perceber. Aproximou - se com duas sacolas e um ramo de rosas amarelas nas mãos.... - Fred e mais dois seguranças os observavam de longe. - Boa tarde Pillar! - Ah! Olá Conrado. - Olá! Você está bem? - Estou óptima. Estás pronto? - Sinceramente não sei. Estas rosas são para ti. - Obrigada. São lindas. Bia aproximou-se com as crianças. Pillar a apresentou para Conrado, e ela disse em seguida para Andressa. - Aninha! Você me ajuda a preparar o almoço? - Sim! Vamos lá. Quando ficaram os 3, Pillar levantou-se e pegou na mão de seu filho. - Querido. Lembras da conversa que tivemos? - Sim mamã. Sobre o meu Pai biológico? - Essa mesma. Este é o Conrado. O teu pai. Conrado este é o Víctor Rafael. Nosso filho. - Nossa! É uma grande alegria te conhecer filho. - O meu nome é Víctor Rafael como o meu pai. - Tudo bem Víctor Rafael. Podes me chamar de Conrado. - Tudo bem. Você gosta de desporto? - Adoro. E tenho uma PlayStation enorme em casa para praticar. - A sério!? Eu tenho uma na nossa outra casa. Foi meu pai quem me deu... Você é destro ou canhoto Conrado? - Canhoto. E adoro ser assim. - Eu também. E adoro bolo de chocolate com.. - Cobertura de Canela e Baunilha? - Sim. Como sabes? - É o meu favorito até hoje. Minha mãe a sua Avó sempre fazia só para mim. Pillar percebeu que tinha sido excluída da conversa e afastou-se. Conrado contou ao menino sobre a sua infância e família. - Você tem dois tios e 2 primos. Eles vão adorar te conhecer - Eu vou se a mamãe deixar. - Claro que ela deixa. E posso fazer pipoca com cobertura de doce de Morangos. - Você também gosta Conrado? A mamãe não me deixa comer muito. - Ela está certa. Já vi que temos muito em comum. A conversa entre os dois seguiu calma e sem nenhum tipo de pressão. Almoçaram e algumas horas depois foram andar de bicicleta seguidos de perto pelos seguranças. Víctor via Conrado como um novo melhor amigo, e ele decidiu não decepcionar o menino, dando a ele tempo para se acostumar com a ideia de ter um novo pai. Algumas horas mais tarde ao ir embora, Conrado lembrou-se dos presentes. - Você gostou do seu presente Víctor? - Gostei muito. Obrigado Conrado. Vem cá Aninha. - O que foi? - Este é o meu amigo Conrado. A menina lembrou-se também da conversa com a mãe. Sabia exactamente quem ele era. - O nosso pai de verdade? - Sim.... Ele mesmo. - Então não gostas mais do papai Víctor? - Claro que gosto. Ele era o nosso pai. - O Conrado é meu amigo. E queria falar com você. - Olá Victória. Eu não quero tirar o lugar de seu pai. - Você jura? - Claro que sim. Quero apenas conhecer melhor você o seu irmão. Tudo bem? - Está bem. Se ele gosta de você, então eu gosto também. - Obrigado querida. Este presente é para você. - Muito obrigada. É linda... Ela disse ao ver a linda boneca da pano e seus imensos acessórios e roupas. Eles tiveram também uma conversa à sós. Mais tarde, Conrado foi ter com Pillar para se despedir. - Bem! Tenho que ir. Até mais Pillar. Foi um dia inesquecível. Obrigado por isso. - Com certeza. Podes ver o Víctor e a Andressa sempre que quiseres. Só me avisa antes de apareceres. - Tudo bem. A minha mãe está a pensar numa festa para eles. Só para a família. - Diga a ela para ligar e acertamos. - Combinado. Até mais. - Até mais Conrado. Pillar o deixou ir e respirou fundo. - Vamos Bia? Precisamos todos de descansar. Voltaram para casa onde Isadora estava com a filha e ansiosa pelas novidades. Após todos passarem por um banho e um delicioso jantar, elas ficaram sozinhas para conversar. - Isa eu te conheço. O que escondes de mim? - Nada amiga. - Isadora. Por favor. - Tudo bem. Eu conheci alguém na festa. Vamos jantar amanhã. - Quem é ele? - Pode ser coincidência, mas o nome dele é Luís Carlos. Luís Carlos Valente. - O Quê? Pillar não teve dúvidas de quem se tratava... Só podia ser ele... O irmão de Conrado e Tio dos seus filhos. Será que devia dizer à sua melhor amiga que não era uma coincidência, mas que ela sabia exactamente de quem se tratava? - Você o conhece? - Sim. Quero dizer, o Conrado tem um irmão com esse nome. Será a mesma pessoa? - Não sei. Vou cancelar e.. - De jeito nenhum. Eles são irmão. E não significa que sejam iguais. Vai jantar com ele e aproveita bastante. - Tens a certeza? - Claro que sim. Queres mesmo desistir antes de tentar? - Não. É claro que não. - Óptimo. Esquece isso. Ficarás linda e maravilhosa. Vamos dormir. Amanhã será um novo dia. Pillar estava feliz por sua amiga. Será que ela voltaria a ver o lindo sorriso de Conrado? Este era o mais profundo desejo do seu coração. Assim como Vítor foi um bom pai para os gêmeos, Pillar sabia que Conrado também seria um bom pai pra a sua filha. Ele não faria nenhuma distinção entre as crianças e amaria todas exatamente do mesmo jeito. Pillar estava com medo de perder novamente Conrado. Ela sabia que desta vez poderia ser para sempre. Não tinha o direito de o julgar. Só precisava de ter muita paciência.
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