Pesadelo narrando - continuação O telefone tava grudado na minha orelha enquanto eu caminhava de um lado pro outro no escritório da boca. A janela aberta deixava o dia ainda mais quente, mas nem isso nem fazia cosquinha pra comparar o calor do meu corpo. Minhas mãos tremiam, minha mente fervia. A voz do Dr. Rogério continuava do outro lado da linha, mas cada palavra parecia um soco no meu peito. — Pesadelo, eu tô tentando, mas os caras tão fechando tudo. As informações tão travadas. Parece que tão jogando o Lucas de delegacia em delegacia, não querem que ninguém ache ele. — p***a, Rogério! Eu não te pago pra ouvir desculpa! Eu quero resposta! Quero saber onde meu filho tá, c*****o! — gritei, batendo com força na mesa. — Eu entendo, mas você tem que entender que tem algo maior por trá

