Capítulo 109

1207 Words

Pesadelo narrando A porta da salinha bateu atrás da Bia, deixando apenas eu, Terror, William e o Bruno naquele cubículo sujo, abafado, com cheiro de mofo e sangue fresco. O silêncio era denso, cortado apenas pelo som do Bruno respirando pesado, quase engasgando no próprio medo. Ele tava jogado no chão, as mãos amarradas pra trás, a cara encharcada de água, os olhos arregalados, vermelhos de desespero. Caminhei até ele, devagar, sentindo o peso de cada passo. Me abaixei, ficando cara a cara com ele, e vi nos olhos dele exatamente o que eu queria ver: medo puro. Um medo que paralisa, que sufoca, que faz o coração bater tão forte que parece que vai explodir. Ele sabia que tinha perdido, que ele não tinha capacidade de ter mexido com a minha família — Tá com medo, Bruno? — perguntei, com

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