Capítulo 5

1162 Words
 "Na vira real, nem sempre dá certo" (Demi Lovato) Segunda feira havia chegado! Logo cedo sair de casa deixando minhas coisas prontas já que logo mais os meus pais chegariam de viagem. Na escola Eleonor me enchem de perguntas, segundo ela eu estou estranha nesta manhã. Dei algumas desculpas esfarrapadas mais ela parece ter caido em uma delas. Pra minha sorte a primeira aula seria de biologia, minha matéria preferida. Essa aula é feita sempre em dupla no laboratório. Antigamente a minha dupla era Elle, mais o professor achou que deveríamos fazer um rodizio de duplas e agora o minha dupla é o Edu, melhor amigo de Ethan. Nos nunca trocamos mais de uma palavra, era só o necessário. O sinal bate para o intervalo e me apresso pra sair da sala, ao me virar encontro Edu me encarando. — Quer alguma coisa? - paro de frente pra Edu — Só queria saber se está bem - pisco algumas vezes sem entender a pergunta repentina de Eduardo — E o porque esta tão interessado em saber disso? —Só curiosidade mesmo - Edu da um sorriso tordo — Estou bem sim Eduardo. Satisfeito agora? — Você deveria ser menos brava Arabela! - Edu da um sorriso largo me fazendo sorrir de volta, sussurro um pedido de desculpas e seguimos juntos pro refeitório. Ao chegar em casa não encontro ninguém, apenas um recado dos meus pais avisando que estão na empresa. Vejo minhas coisas em perfeita desordem dentro do quarto, mais tarde tenho que arrumar essa bagunça. Do outro outro lado vejo Ethan tirando a camisa, ele olha repentinamente e me flagra o olhando. Fico vermelha com a sorriso que Ethan me lança, me lembro da noite passada e do seu beijo desesperado. Fecho a janela rapidamente morta de vergonha pelo flagra. O som do celular avisando que havia chegado uma nova mensagem me despertou. "Não vale ficar espiando pela janela mocinha". Era o Ethan. " Abusado". "Você gosta". " Iludido ". Ethan não respondeu mais nada. Aquilo tava ficando estranho. Eu e Ethan nunca tínhamos trocado mais de duas palavras, somente o necessário e agora ele parece querer construir algum tipo de elo estranho entre nós. Perdida em pensamentos acabo dormindo. Acordei despertada por minha mãe chamando-me para o café, no relógio marcava 6:15 da manhã, já estava atrasada. Ao entrar no corredor da escola escuto passos apressados vindo minha direção, era Elle correndo como se o mundo tivesse caindo sobre sua cabeça. Ela para e me olha com um cara engraçada, só agora percebo o quanto está vermelha, sorrio com a imagem a minha frente. — O que foi? - Elle me encara de forma estranha sem entender o motivo do meu sorriso contido — Eu que te pergunto! Por que está correndo desse jeito? Elle me encara, abre a boca duas fezes sem balbuciar uma única palavra. — Você ta me assustando Eleonor - Ela me olha mais uma vez então começa a falar — Bom, nós fomos convidadas para uma festa hoje a noite e eu aceitei - Ela me olha de soslaio imaginando a cena que eu iria fazer — Você sabe que não vou a lugar algum não é?! Pois bem — Por favor Bel, é só hoje, marquei de ficar com o Edu - Ela pronuncia o nome do Edu tão baixo que por um momento penso ter escutado errado — Pensei que não gostasse dele Elle — Talvez um pouquinho. Por favor vai comigo, eu prometo não te pedi mais nada esta semana - Ela me encara de forma fofa, aquela que ela só faz quando quer conseguir alguma coisa —Mais você não vai beber, ta ouvindo? — Juro. Depois de passar a tarde fazendo compras no supermercado com Cecília a moça que trabalha aqui, vou para o meu quarto me arrumar. Coloco um calça jeans com uma regata branca e uma jaqueta por cima, tava meio frio hoje. — Arabela? - Ouço Elle do outro lado da porta me chamando. Logo em seguida ela entra sem ser convidada. — Você vai vestida desse jeito a uma festa? - Eleonor me reprova com o olhar - Ela veste um vestido preto e justo, muito justo — Sim queridinha, e você vai pra onde mostrando seu útero - provoco — Aaaah! Ele nem é tão curto Bel - Ela me olha com um sorriso satisfeito — Agora deixa eu te maquiar um pouquinho, só pra ressaltar sua beleza. Ao colocar o pé na calcada começo logo a me arrepender. A casa estava lotada, cheia de adolescentes bêbados. Dou uma olhada na casa e sinto meu coração perder uma batida ao ver Ethan à alguns passos a minha frente. Ele me nota no momento seguinte, mas não esboça nenhuma reação. — Ei vou encontrar com o Edu, se quiser beber alguma coisa pega na geladeira e não aceite bebida de nenhum estranho - minha amiga fala e some no meio da galera. Elle demorou mais do que o normal. Fui até o balcão da cozinha e me sentei ali entediada. —Pensei que não gostasse de festa princesa - ouço uma voz atrás de mim mais não a reconheci, olhei bem e me lembrei do rosto familiar — E porque chegou a essa conclusão? - respondo com hostilidade. Pela cara dele não podia confiar, ainda mais que eu estava sozinha na cozinha. Ele sorrir de forma estranha. — É porque nunca te vejo em nenhuma - Ele responde se aproximando — Hum Fico olhando ele se aproximar, rapidamente desso do balcão, se ele tentasse algo eu teria forças ao menos pra correr. —Está com medo gatinha? - Ele se aproxima mais de mim segurando o meu pulso — Solta a m***a do meu braço agora! - falo com grosseria, mais ele parece não se abalar com as minhas palavras — Solta ela i****a - me assusto ao ouvir a voz de Ethan atrás de nós. O garoto parece tremer ao ver o loiro esbravejar e logo atrás Edu e Elle chegam. —Acho melhor irmos pra casa Elle - falo em sussurros meio envergonhada pela cena que acabara de acontecer — Certo. Vamos indo então, vou chamar um táxi - Elle remexe na bolsa em busca de seu celular até captura-lo dentro da mesma — Eu levo vocês - Ethan fala com a voz firme e ninguém discutiu sobre a carona. Alguns minutos depois estacionamos em frente a minha casa, fui a primeira a ser deixada, logo deduzir que Ethan e Edu voltariam pra festa. — Obrigada pela carona — falo envergonhada e ele me encara por um breve momento — Na próxima vez toma mais cuidado — é claro que Ethan seria o b****a de sempre — Você é um i****a — Sai batendo a porta do carro e ele esbrajeva de longe mais não olho pra trás. O restante da noite passei imersa em pensamentos, cujo o motivo tinha nome e sobrenome.
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