Fernanda estava furiosa, como seu pai poderia fazer uma coisa dessas com ela, não ligar para sua felicidade apenas pensar em seus negócios e como poderia aumentar ainda mais sua fortuna, ela se joga de bruços na cama em seu quarto perfeito com tudo que qualquer pessoa gostaria milimetricamente organizado, mas é apenas fachada lágrimas de frustração acumulam em seus olhos sua mente viaja aos anos em que sua mãe ainda era viva.
Eva era uma força que não poderia ser contida e só ela fazia seu Aloísio até mesmo sorrir e viver além das paredes do seu escritório e a vida era cheia de risos e calor mas ela se foi cedo sem ninguém esperar e por ser parecida com sua mãe, seu Aloísio jogou toda sua frustração na filha, Fernanda dá um salto na cama e pega um de muitos álbuns de fotos na cômoda do seu quarto até os dez anos eles sempre tiravam fotos mas agora raramente tinham alguma foto em família ela olhou para mulher loira na foto tão parecida com ela mesma, seus dedos se estendem e tocam a superfície da foto memorizando o rosto sorridente.se ele insistir com isso eu fugirei pensou Fernanda não vou ser obrigada a ficar com alguém tão insensível ou pior que meu pai. Nanda retira uma das fotos do álbum e o coloca dentro de sua agenda.
Vou sair nessa sexta-feira aproveitar que ele terá uma reunião importante e ficará fora um par de horas a mais do que o de costume. Fernanda retira uma bolsa de dentro do closet e começa a recolher algumas roupas e outros pertences além de pegar algumas jóias de sua mãe e algum dinheiro deixando tudo pronto só aguardando a oportunidade certa, ela não pensou para onde iria ou o que faria ao chegar lá: apenas imaginou se ver livre das palavras do seu pai e do que ele tinha preparado para ela, não que ela não o amava mas não poderia casar com alguém igual a ele.
-Nanda posso entrar?
Mariana uma das empregadas da casa e que foi sua babá desde que ela era bebê bateu na porta ela se apressou em guardar a bolsa e permanecer calma.
-Pode entrar Mariana.
A porta se abriu e uma empregada já com seus cinquenta anos entrou no quarto levando junto uma bandeja.
- Você não comeu nada no café quando saiu, e aposto que também não deve ter comido na rua, preparei um café tardio, com torradas e ovos e um copo de suco de laranja.
Fernanda olha para bandeja e seu coração pesa por deixar sua babá a única pessoa que lhe acolheu quando sua mãe morreu para trás, mas na sua mente tinha algo claro buscar sua amiga quando as coisas estiverem melhores e ela estiver com uma lugar seu para ficar,Nanda se aproximou da mesinha no quarto e sentou logo estava sendo servida com uma comida cheirosa que fez seu estômago roncar de fome.
-Vamos coma seu estômago já está me dizendo que eu estava certa, me de um sorriso menina, conheço seu pai ele não forçará você a nada, ele te ama.
-Eu pensava que sim, mas agora eu não sei mais.
Mariana se aproxima e segurou a mão de Nanda tentando transmitir apoio uma lágrima desceu pela sua bochecha, mas ela limpou apressadamente e deu um sorriso que não atingiu seus olhos, pegando uma garfada de ovos e mordendo a torrada no processo.
- Está tudo ótimo. obrigada Mariana, você me mima muito, vou sentir falta.
-O que você quer dizer?
-Nada você deve ter razão vou terminar de comer.
Mariana a olha desconfiada mas deixa por isso mesmo saindo do quarto logo em seguida Fernanda suspira parando de comer o estômago dando voltas de nervosismo.