Na manhã seguinte, recebi uma ligação do Vinícius. Meus olhos estavam pregados, meu cabelo um lixo. Havia ido dormir pouco depois das quatro, agora não passava das nove. — Bom dia — digo e solto um bocejo em seguida. — Que sono é esse em? — Ele dá uma risada. — Quase não dormi. — Não quero te atrapalhar muito, como você está? Começo a rir. — Tá falando sério? Eu quero saber como você está! E sua mãe, principalmente. Ele ri também. — Estou bem. Ela também. A comida do hospital não é tão r**m quanto parece, ontem eu tomei café e comi pães folhados acompanhados de ovos mexidos. — Hmmm, que delícia. — Só queria falar com você. Sinto muito por sumir ontem, aconteceram, coisas. — Quer falar sobre? — Não. A gente conversa quando voltarmos, vai demorar um pouco, minha mãe tem que se re

