Babi
Subo pra ir ao banheiro e está uma fila do demônio, saio procurando nos quartos, dois estão ocupados, um não é suíte e, finalmente, na última porta, está lá. Entro, faço xixi, dou descarga, lavo e seco as mãos e saio do banheiro respirando aliviada.
Dou de cara com o João Pedro sentado na cama, como essa criatura entrou aqui? Bom, pela porta né, mas como ele sabia que eu estava aqui?
— O que você está fazendo aqui?
— Sentindo a seda — ele deita-se na cama — vem sentir também.
— Não, acho melhor eu voltar pra festa.
— Deixa de ser chata, vem cá — ele levanta e me puxa pra cama. Caio sobre ele, olho no olho. Suas mãos vão de encontro a minha cintura e apertam com força, solto um gemidinho. p***a, não posso pegar o JP, aí Deus, mas eu já bebi demais.
Suas mãos se enfiam entre os meus fios de cabelo da nuca, ele puxa com força e eu abro as pernas, me encaixando em seu colo perfeitamente. Seus lábios vem de encontro aos meus, a partir daí toda minha ideia de autocontrole vai por água abaixo.
Perdemos nossas peças de roupa em segundos, seus lábios vem em direção a meus s***s e pescoço, eu tinha certeza de que amanhã teria que usar blusa de gola alta, porém, agora, nem estava ligando.
Ele penetra com força, e eu aperto seus ombros na mesma intensidade, inicia um vai e vem rápido e agressivo, fecho meus olhos e os gemidos saem naturalmente, ele aumenta o ritmo cada vez mais e eu, deposito arranhões em seus ombros, costas e braços.
Trocamos de posição, sento em seu colo e começo a quicar, apoio as mãos em seus ombros e ele segura meu quadril me impulsionando.
Eu grito por seu nome enquanto ele tenta lamber meus s***s, sem sucesso. A sensação de prazer que me invade é louca, quando seus dedos começam a me estimular não consigo conter meu orgasmo, meu corpo treme e eu aperto seu m****o dentro de mim, ele fecha os olhos e geme, também chegando ao seu ápice.
No dia seguinte foi geral lá pra casa depois do almoço, ficamos tomando sorvete e comentando da festa, a Bruna tava com o Vinícius na maior pegação, a cara do Caleb era de ciúmes puro, o Lucas e o Kius estavam falando das vagabundas e o JP e eu estávamos no maior climão.
— Vou lá na cozinha buscar...
— Eu te ajudo! — Ele diz.
O pessoal acha meio estranho mas eu agradeço, precisamos conversar! Quando chegamos na cozinha e eu me viro pra ele, o mesmo está coçando a nuca sem graça.
— Aquilo não devia ter acontecido — falo baixo.
— É, a gente tava bêbado e...
— Fogo de momento.
— Exatamente!
Olho em seus olhos. Ele olha pra minha boca. Meu coração dispara e quando vejo nos lançamos um sobre o outro, o beijo é quente, cheio de fogo, sua mão apalpa meu seio sobre a blusa e eu acaricio suas costas por baixo da camisa, ele morde com carinho meu lábio e eu chupo sua língua.
Porra! Nos separamos ofegantes.
— Isso... — ele começa.
— Fogo de momento — respondo.
— Que bom que estamos entendidos então — diz.
Recomeçamos o beijo, um fogo queimando por dentro, minha amiguinha já está piscando e eu posso sentir seu volume encostando em mim. Eu quero ele, aqui dentro, agora!
Japa
— Só eu achei os dois estranhos? — Pergunto.
O Lucas suspira.
— Que bom, achei que fosse só eu!
— Será que eles passaram por uma grande experiência que tem que ser secreta? — Caleb pergunta.
— Um assassinato, talvez — Kius diz fazendo todo mundo rir.
Eles voltam e nem perguntamos nada, ficamos cada um falando sobre alguma coisa. Vinícius e eu começamos a falar sobre a Megan brigando com uma garota ontem depois da festa, precisou de três caras pra segurarem ela.
— Eu devo estar com olheiras horríveis — comento.
— Você está linda — ele sorri e me dá um selinho.
Seguro em sua nuca e aprofundo o selinho num beijo, ele abre a boca dando espaço pra minha língua passar e deslizar-se na sua, chupo seu lábio inferior e ele mordisca o meu. Encerramos o beijo quando o pessoal começa a tossir.
— Eu tenho que ir — ele diz olhando no relógio.
— Eu te levo no ponto — digo me levantando no sofá e calçando o chinelo.
Ele se despede do pessoal e descemos até o ponto de ônibus, ele vai jogar bola daqui uma hora. Fico no ponto com ele uns dez minutos, trocamos vários beijos e quando o ônibus passa ele vai embora.
Volto direto pra minha casa, não tô afim de ficar compartilhando a ressaca com o pessoal, meu corpo e minha cabeça doem. Volto pra casa e fico com minha mãe e minha vó na cozinha.
Bianca
— Mas pai eu não quero ficar com esse garoto. Isso não é justo! — Reclamo.
— Isso vai nos ajudar Bianca, quanto antes tivermos algum informante dentro daquele morro melhor! Poderemos tomar tudo do boy.
— Tá, mas é bom você desbloquear meu cartão de crédito, porque eu pretendo gastar muito!
— Claro querida — ele beija minha testa e saí do meu quarto.
Abro meu guarda roupas e começo a escolher um vestido, tenho uma maldita festa pra ir. Meu pai é dono da 42, alguns anos atrás era tudo pacificado mas a treta voltou. Aqui já foi uma favela mas o governo precisou fazer uma avenida, então nos tiraram do meio da lama e dos porcos e nos jogaram nesses mini prédios. Agora aqui é mais conhecido como predinhos, mas em volta da avenida ainda sobrou um pouco da favela São José.
Quando chego na festa logo vejo o filho do Boy, mas ele está engolindo uma garota, então decido ficar com um de seus amigos. Um sobe as escadas, outro está dando em cima de uma garota e o mais moreno está sentado, ele tem lábios carnudos, do jeito que eu gosto.
Me sento do seu lado e cruzo as pernas, ele me dá uma secada da cabeça aos pés e eu sorrio.
— O que acha de me trazer uma bebida? — Digo olhando seus lábios.
Ele sorri e saí mais do que depressa, e quando volta está com uma bebida colorida em mãos, pego ela e agradeço.
— Acho que eu mereço um agradecimento melhor.
— Eu acho que não — solto uma risada e dou um gole no meu drink, é doce e desce queimando minha garganta.
— Qual seu nome?
— Shhh — digo tampando seus lábios com meu indicador — chega de papo.
Avanço meus lábios contra os seus, nos beijamos com fogo, prazer, ele me dá uma puxada de cabelo com força enquanto arranho sua nuca.
Depois do nosso beijo não demoro muito a ir embora, não deixo meu telefone, nem digo meu nome. Nosso próximo encontro não deve demorar.
Kius
— Que tipo de garota te beija e não diz nem o nome? — Menor pergunta indignado.
— Eu não sei.
— Tem certeza que não estava sonhando?
— Cara, eu tenho!
— Você pirou legal — ele revira os olhos.
— Quer saber? Esquece, mais ajuda quem não atrapalha.
— Eu aqui te dando uma força e você me dispensa?
— Você devia dar uma olhada é na Babi e no JP, tá na cara que eles tão se pegando.
— QUE?!
— Irmão, os dois sumiram juntos da festa e é a segunda vez que vão na cozinha pegar alguma coisa.
O Menor se levanta igual louco indo em direção a cozinha e dá de cara com os dois trazendo refrigerante, começo a rir.
— Lucas, você ta bem? — Babi pergunta.
— Me diz você — responde apertando os olhos.
— O Kius pega um fantasma e você que fica doido — JP brinca.
— Olha ela não era um fantasma! — Grito.
— Tá bom, se você diz — ele levanta os braços em defesa.
— Cadê o viado do Caleb? — Pergunto.
— Foi atrás da mulher dele — Menor diz.
— Mas a j**a ta com o Vinícius.
— E quem falou em j**a? — Ele levanta a sobrancelha e sorri.
— Ah, ninguém merece, ele vai voltar com a vaca da Tai? — Babi revira os olhos.
— Ao que tudo indica, sim.