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869 Words

Miguel narrando Entrei na Dodge Ram já com a cabeça cheia. O céu começava a escurecer, a cidade em movimento, e eu dirigia sem pressa, só deixando o motor roncar baixo enquanto pensava no que ainda vinha pela frente naquela noite. Jantar, alinhamento, discurso, imagem. Tudo pesado demais pra quem ainda queria sentir que mandava na própria vida. Foi quando vi Salete. Parada na calçada, celular na mão, vestido curto, cabelo solto. Ela me reconheceu na hora. Sorriu daquele jeito que sempre soube usar. Parei o carro quase por instinto. — Tá indo pra onde assim, sozinha? — perguntei, abaixando o vidro. Ela se aproximou devagar. — Te procurando, talvez — respondeu, com aquele olhar que não precisava de convite. Abri a porta do passageiro. Ela entrou. O cheiro dela tomou o carro na mes

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