Ana narrando Eu conseguia ver. Claramente. Miguel estava no limite. A forma como ele respirava pesado na poltrona. O jeito que os olhos dele me seguiam. A mandíbula travada. As mãos apertando os braços da cadeira. Eu sorri. — Miguel… Ele levantou os olhos para mim. Escuros. Quentes. — Ana… não brinca comigo agora. Eu inclinei a cabeça. — Quem disse que eu estou brincando? Ele passou a mão no rosto. — Você sabe exatamente o que está fazendo comigo. Talvez eu soubesse mesmo. Meu coração batia rápido dentro do peito. Mas dessa vez eu não queria fugir. Eu queria provocar. Lentamente, levei as mãos até a lateral do biquíni. Os olhos dele acompanharam cada movimento. — Ana… — ele murmurou, a voz rouca. Eu soltei a amarração. Depois a outra. O biquíni caiu. Fiquei nua p

