Ana narrando Fiquei mais alguns minutos na cama, relendo as mensagens das meninas, sorrindo sozinha. Mas então pensei: não… hoje eu não vou passar meu aniversário escondida num quarto. Levantei decidida. Vesti rapidamente a camisa que o Miguel tinha me emprestado na madrugada e saí do quarto dele, andando pelo corredor ainda silencioso do hotel. A sensação era diferente. Eu não estava fugindo de nada. Eu estava indo viver. Cheguei ao meu quarto e finalmente entrei no meu espaço. Fechei a porta atrás de mim e respirei fundo. Hoje era meu dia. Fui direto para o banheiro. Tomei um banho demorado, daqueles que lavam mais do que o corpo. Usei meu shampoo preferido, aquele cheiro leve e sofisticado que sempre me fazia sentir bem comigo mesma. Deixei a água escorrer pelos ombros, pelo pe

