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Ana narrando A viagem inteira foi daquele jeito. Verônica sentada ao meu lado, braços cruzados, cara fechada, soltando comentários atravessados como quem não quer conversa, mas faz questão de provocar. — Esse vestido é curto demais pra um evento desse nível — ela disse, me olhando de cima a baixo. — Parece que você tá indo pra um barzinho qualquer. Respirei fundo. — Eu me vesti pra mim, Verônica. Ela riu sem humor. — Sempre tão simples… chega a ser sem graça. Não respondi. Já tinha aprendido que qualquer palavra minha virava munição na mão dela. O silêncio, às vezes, era minha única defesa. Quando finalmente chegamos a Angra, o clima mudou na hora. O hotel era enorme, imponente, cercado de segurança por todos os lados. Homens armados, carros de luxo estacionados, equipes chegando

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