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1387 Words

Ana narrando Eu estava deitada na cama dele, o corpo ainda pesado, a cabeça leve de um jeito estranho. O quarto continuava na penumbra, silencioso demais depois de tudo. A respiração ainda não tinha voltado totalmente ao normal, e eu fiquei alguns segundos só olhando para o teto, tentando organizar pensamentos que insistiam em vir todos ao mesmo tempo. Foi aí que lembrei. — Angélica… — murmurei do nada. Miguel virou o rosto na hora. — O quê? Ri sozinha, passando a mão pelo rosto. — Eu esqueci completamente da Angélica — falei. — Meu Deus. Estiquei o braço até a bolsa jogada no chão e peguei o celular. A tela acendeu e quase deixei cair quando vi o horário. — Três da manhã — falei, rindo mais alto agora. — Três horas da manhã. Miguel soltou um riso curto, aquele dele, meio incrédu

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