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Miguel narrando A boate pulsava antes mesmo da gente entrar. Grave batendo no peito, luz baixa cortada por flashes coloridos, cheiro de bebida cara misturado com perfume doce demais. Era o tipo de lugar onde ninguém fazia pergunta e todo mundo fingia esquecer da vida por algumas horas. Meu pai caminhava tranquilo ao meu lado, como se aquele ambiente fosse extensão natural do mundo dele. Era. Do meu também. Assim que sentamos no camarote, um rosto conhecido surgiu do nada, copo na mão e sorriso largo. — AÍ, c*****o! — Marcelo gritou. — Olha quem resolveu aparecer! Ele veio abraçando, daquele jeito exagerado que só ele tinha. — Pensei que você tivesse virado homem sério agora — ele continuou, rindo. — Casamento, aliança, essas coisas. — Cala a boca — respondi, rindo também. — Ainda n

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