Ana narrando Eu estava no meu quarto, sentada na cama, mexendo distraída no celular, quando a porta se abriu sem aviso. Verônica entrou como um furacão. — EU VOU CASAR, ANA! — anunciou, quase gritando, o rosto iluminado, os olhos brilhando de euforia. — E com um gato. Um gato gostoso pra c*****o. Levei um susto. — O quê? — perguntei, levantando o olhar na hora. — Como assim… casar? Ela fechou a porta atrás de si, jogou a bolsa na poltrona e começou a andar de um lado pro outro, elétrica. — Escutei o papai conversando com uns homens hoje — disse, empolgada. — Eles estavam falando de casamento, de aliança entre famílias… e o nome dele apareceu. Franzi a testa. — Nome de quem? Ela sorriu de um jeito convencido. — Miguel. Miguel Andrade. O nome soou estranho e familiar ao mesmo tem

