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1649 Words

Eduardo narrando Verônica desceu as escadas como se estivesse entrando em um palco. Cada passo calculado, salto firme, postura ereta demais para alguém que só iria jantar em casa. Vestido justo, maquiagem impecável, cabelo perfeitamente alinhado, unhas feitas em tom chamativo. Tudo nela gritava expectativa. E ambição. Levantei os olhos do celular assim que a vi. — Você está linda — falei, sincero. — Bem produzida. Ela sorriu satisfeita, rodando levemente na minha frente, como se precisasse da confirmação. — Eu sei — respondeu, ajeitando o cabelo. — Hoje é uma noite importante. Assenti, observando com atenção. Verônica sempre foi assim: precisava ser vista, precisava ocupar espaço. Nunca soube existir de outro jeito. Olhei em direção à escada. — E a Ana? — perguntei. — Está demora

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