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1909 Words

Eduardo narrando Eu esperei alguns segundos antes de subir. Conhecia bem minhas filhas. Verônica explode, machuca e depois se fecha. Ana… Ana implode. Chora quieta, tentando entender onde errou, mesmo quando não errou em nada. Subi as escadas devagar, sentindo o peso daquela noite apertar o peito. Quando cheguei ao corredor, ouvi o choro antes mesmo de ver o quarto. Bati de leve na porta. — Ana… sou eu. Não houve resposta imediata. Só o som do choro abafado. Entrei. Ela estava sentada no chão, encostada na lateral da cama, o vestido longo espalhado ao redor do corpo, o rosto escondido entre as mãos. Aquela imagem doeu mais do que qualquer discussão na mesa. Fechei a porta atrás de mim e me aproximei devagar, me agachando na frente dela. — Filha… — falei baixo. Ela levantou o ros

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