Ana narrando Depois de tudo o que eu tinha contado, o clima ficou pesado por alguns minutos. Angélica foi a primeira a quebrar o silêncio. — Amiga… vamos fazer uma coisa — ela disse, levantando de repente. — Chega de roupa, chega de conversa triste. Vamos pegar um sol. Sorri pela primeira vez de verdade naquele dia. — Eu topo. Fomos até o quarto dela e voltamos só de biquíni. Nada produzido, nada pensado demais. Só tecido, pele e sol. Deitamos nas espreguiçadeiras perto da piscina, sentindo o calor bater no corpo, como se aquilo pudesse derreter um pouco da angústia acumulada. Fechei os olhos por alguns segundos. — Eu tinha esquecido como é bom não pensar em nada — falei. — Pois é — Angélica respondeu. — Às vezes a gente só precisa disso. Ficamos ali conversando sobre coisas boba

