A MENSAGEM

1486 Words
Nutella? - Não. - Morangos e creme? Eu balancei minha cabeça. - Não. - Sorvete? - Não. - Eu sei, todos juntos? Sorvete, morango e Nutella? Eu apenas balanço minha cabeça novamente e Yoshi ajusta seus óculos. - Me dou por vencido. Estamos sozinhos na sala de aula, a última aula acabou e Yoshi está tentando me animar. Ele usa boné nas costas e óculos, como sempre. Já é sexta-feira e passei a semana rastejando por todo o colégio. Não tive coragem de contar a ninguém o que aconteceu, nem mesmo a Dani. Estou muito decepcionada comigo mesmo, acho que não posso falar sobre isso ainda. - Vamos, Rochi. O que quer que tenha acontecido, não deixe isso te derrubar "luta”, ele aconselha, acariciando minha bochecha. - Não quero. - Vamos tomar um sorvete, dá uma chance, ok? —Seus lindos olhos me imploram e não Eu posso te dizer não. Ele está certo, já que o que aconteceu ... aconteceu. Não posso fazer nada para voltar no tempo. Yoshi estende sua mão para mim. - Vamos? Eu sorrio para ele e pego sua mão. - Vamos lá. Vamos tomar um sorvete e sentamos na praça da cidade, está um dia lindo. Apesar de já passar das quatro horas, o sol ainda brilha como se fosse meio-dia. - Você se lembra quando costumávamos vir aqui todas as tardes depois escola na escola primária? Eu sorrio com a memória. - Sim, ficamos amigos da senhora que vendia doces. - E ela nos deu doces grátis. Eu rio, lembrando de nossas doces bochechas. Yoshi ri comigo. - Eu gosto assim, sorrindo você fica mais bonita. Eu levanto uma sobrancelha. - Você está admitindo que eu sou bonita? - Mais ou menos, talvez com uns drinks por cima ele tente te conquistar. - Só com algumas bebidas por cima? Bah! - E a Dani? Eu não a vi na escola. "Tome uma colher de seu sorvete. - Isso porque já se passaram dois dias. Ele está ajudando sua mãe com um projeto na agência. —A mãe de Dani tem uma agência de modelos de muito prestígio. - É a primeira semana de aula e ela já está faltando às aulas, típico de Dani. - É bom que ele seja inteligente e saiba apanhar muito rápido. - Sim. Lambendo meu sorvete, noto como Yoshi me encara como se esperasse por algo. - Rochi, você sabe que pode confiar em mim? Ele me pergunta e eu sei para onde ele está indo com isto-. Você não tem que lidar com as coisas sozinha. Eu exalo tristemente. - Eu sei, é só que ... Estou tão decepcionada comigo mesmo que não Não quero desapontar mais ninguém. - Você nunca me desapontaria. - Não tenha tanta certeza. Seus olhos me olham com expectativa. - Acredite em mim, talvez falar sobre isso ajude você a se sentir um pouco Melhor. Não há uma maneira fácil de dizer isso, então estou apenas dizendo, sem rodeios. - Eu perdi minha virgindade. Yoshi quase cospe o sorvete na minha cara, o choque em sua expressão completamente visível. - O que? Ta brincando né? Eu torço meus lábios. - Não. Uma expressão indecifrável cruza seu rosto. - Quão? Quando? Com quem? Merda, Raquel! —Ele se levanta e joga sorvete à parte. Merda! Eu me levanto e tento acalmá-lo, as pessoas estão começando a olhar para nós. - Yoshi, acalme-se. - Com quem? —O rosto dele está vermelho e ele parece muito chateado, ele me tira de braço-. Você nem tem namorado. Diga-me com quem foi! Eu me liberto de suas garras. - Vá com calma! Yoshi agarra sua cabeça e vira as costas para mim para chutar uma lata de lixo. Ok,essa não era a reação que eu esperava. - Yoshi, você está exagerando. Vá com calma. Ele passa a mão no rosto e se vira para mim. - Diga-me quem foi. - Este não é o momento de agir como o irmão mais velho ciumento e Super-protetor. Ele ri sarcasticamente. - Irmão maior? Você acha que essa é a reação de um irmão mais velho? Você é tão cega. - O que diabos acontece com você? Ele olha para mim e parece que milhares de coisas passam por sua mente. "Você é cega", diz ele em um sussurro. Eu preciso respirar, até mais. E assim por diante. Isso me deixa sem palavras na praça, sorvete derretido rolando pela casquinha de waffle, pingando no chão. O que diabos aconteceu? Suspirando, vou para casa. * * * É sábado e é minha vez de limpar. Grunhindo, sigo a lista de tarefas que minha mãe me deu. Já fiz quase tudo, só preciso do meu quarto, então ligo o computador e coloco a música em ordem, isso me motiva. Abro meu f*******: e deixo aberto porque, agora que estou sem telefone, o f*******: se tornou meu único meio de comunicação. Estou escutando O coração quer o'que quer, de Selena Gomez, enquanto arrumo minha bagunça, pego o controle do meu ar condicionado e uso-o como microfone para cantar. - O coração quer o que querah ah ah Rocky vira a cabeça para o lado e eu me ajoelho na frente dele, cantando para ele. Um sapato bate na minha nuca. - Louca! Minha mãe grita da porta. - Ai! Mãe! - É por isso que você demora tanto para limpar, você tem o pobre cachorro traumatizado. "Você sempre corta minha inspiração", eu rosno, me levantando. Rocky é encantado com a minha voz. Mamãe desvia o olhar. "Depressa, tire suas roupas sujas e traga-as para mim, vou lavar hoje". Fazendo beicinho, eu olho para Rocky. - Ela ainda não reconhece meu talento. - Raquel, ainda me resta um sapato! "Mamãe grita comigo da escada." - Eu vou! Depois de trazer suas roupas e terminar meu quarto, sento-me em frente ao computador. Eu entro minhas mensagens no f*******: e fico surpreso ao encontrar duas de duas pessoas diferentes. Um é da Dani e o outro é do Ares Hidalgo. Eu pisco, verificando o nome uma e outra vez. Ele e eu não somos amigos no Facebook, mas sei que ele ainda pode me enviar mensagens. Meu coração e******o dispara e meu estômago se enche de borboletas. Eu não posso acreditar que ele ainda tem esse efeito sobre mim, apesar do que aconteceu. Abro sua mensagem, nervosa: -Bruxa. A sério? Quem cumprimenta assim? Só a Curiosa para saber o que ele tem a dizer. respondo secamente: -Que? Ele demora um pouco e fico cada vez mais ansiosa. -Quando você puder, passa na minha casa. Então você pode me usar de novo? Não, obrigado. Quero escrever isso para ele, mas não quero dar a ele o prazer de saber o quanto isso me fez sentir m*l. Eu: Você está louco. Por que fazer isso? Ele: Você deixou algo aqui. Eu: Já te disse que não quero o telefone. Ares enviou uma foto. Quando eu abro, é uma foto da mão dele e tem a corrente de prata que minha mãe me deu quando eu tinha nove anos, tem o pingente com meu nome nele. Instintivamente, minha mão sobe ao pescoço para confirmar que não a tenho, nunca a tirei. Como é que não percebi que não o tinha? Talvez eu estivesse muito ocupada com meu rancor pós-florescimento. A ideia de ver Ares me enche de raiva e excitação ao mesmo tempo. Esse i****a me atingiu com sua instabilidade. Recuperando um pouco da minha dignidade (apenas uma dica),eu digito uma resposta. Eu: Você pode mandar para mim com o Apollo na escola na segunda-feira. Ele: Você tem medo de me ver? Eu: Não quero te ver. Ele: Mentirosa. Eu: Pense o que quiser. Ele: Porque esta enjoada? Eu: E você se atreve a perguntar? Apenas mande para mim pelo Apollo e me deixe em paz. Ele: Não entendo sua raiva, nós dois sabemos o quanto você gostou. Eu posso me lembrar de seus gemidos claramente. Eu coro e desvio o olhar. Eu me sinto estúpida porque ele não pode me ver. Eu: Ares, agora, não quero falar com você. Ele: Você vai ser minha de novo, bruxa. Um arrepio pecaminoso percorre meu corpo. Não, não, Raquel, não caia. Eu não respondo e deixo isso à vista. Ele escreve novamente. Ele: Se você quer sua corrente, vá buscá-la, não vou mandar para ninguém. Aqui te espero, tchau. Aquele i****a! Eu resmungo de frustração. Se a mãe perceber que perdi essa corrente, ela me mata. Atirar um sapato seria pequeno em comparação com o que faria comigo. Depois de tomar banho e colocar um vestido casual de verão com estampa floral, vou resgatar minha corrente. Tenho minhas estratégias claras para não cair nos jogos deles, não vou nem entrar na casa dele, vou esperar ele me trazer a corrente para fora. Chain Rescue Project sem perder minha dignidade ao longo do caminho, ativado!
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