Sete

1439 Words
Sem revisão Nick e Luna foram para o quarto de Lori conversar enquanto os folgados assistiam TV. Assim que passaram pela porta, ela disse: "Vou ser rápida porque preciso conversar com aqueles três. Nick, Jacob conseguiu as seguintes informações… Evelyn está sob forte vigilância mas tudo indica que ela está estável. O senador Cross está em Washington até a próxima semana e Cindy foi levada para um colégio interno júnior em Los Angeles. Ela vai ter saída no próximo fim de semana que é quando ele vai buscá-la, segundo o Jake, Cindy só pode sair do internato com ele, então vamos usar esse prazo que a sua filha está segura, para recuperá-la e consegui proteção para a Evelyn" "Eu aqui tentando buscar uma solução e você já vem com um plano para pôr em ação. O que seria de mim sem você?" Nick perguntou chocada com a rapidez que a amiga conseguiu as informações. "Bom, ainda estou tentando falar com uma pessoa pois ainda não são informações concretas. Jake não sabe de tudo, então fez as perguntas e veio com as respostas que recebeu." Ela disse e completou "Nada disso vai sair de graça, em troca de ajuda, terei que vender minha alma mais uma vez para o Jake e fazer os trabalhos que havia me recusado a fazer antes, além de receber uma porcentagem menor do cachê. Agora, Nicole, preciso saber até onde está disposta a ir para recuperar sua mãe e sua filha?" Luna precisava ter certeza que não compraria uma briga na qual iria lutar sozinha. Ela fez uma promessa e estava cumprindo a sua parte, perdeu demais para voltar atrás, agora, com as inconstâncias de Nick, estava preocupada que ela não conseguisse ir adiante com aquela luta e tudo sobrasse apenas para si. Assim como Nick tinha total consciência de que sua amiga não tinha obrigação nenhuma de entrar nessa luta. "Até onde for necessário para salvá-las" Nick disse firme " Até mesmo voltar a assumir minha identidade". Aquela segunda parte a aterrorizava mas não mais do que imaginar Cindy nas mãos do monstro. Estava aliviada apesar das informações não serem concretas, pelo menos Cindy não estava nas mãos do monstro e ela tinha um tempo para chegar até a sua filha. Luna assentiu, sem deixar de sentir pena por tudo o que ela vai passar quando lançar a merda no ventilador. "Ótimo, sabe que vamos precisar de todo apoio e ajuda possível?" Ela perguntou a Nick. "Sim, mas não sei se lembra, não tenho pessoas que dariam o rosto a tapa por mim. Eu tenho sorte que apesar de tudo, você está ao meu lado" Nick disse, sabendo que tinha pouca munição para a guerra que iniciaria. "Em relação a isso, deixa comigo, vamos usar tudo o que pudermos a nosso favor. Sei exatamente o que fazer " Luna garantiu " Só tem que estar preparada para o que vai vim" Nick olhou para a mulher e sentiu o peito apertar ao ver o pedido de desculpas refletidos em seus olhos. "Sobrevivi a um psicopata que passei anos chamando de pai e a uma tentativa de suicídio, posso sobreviver ao que está por vim" Nick garantiu. Ao menos, esperava consegui. "Ótimo, eu vou…" "Mãeeeeee!" Escutaram Arthur chamar e aquilo deixou as duas em alerta. Luna decidiu deixar Arthur com Dare enquanto resolvia as coisas de Nick, era melhor para a sua sanidade mental já que o garotinho começaria a fazer perguntas ao notar que algo estava acontecendo. "Espera aqui", Luna pediu a Nick e saiu do quarto… Nick se trancou, se Arthur estava em casa provavelmente o pai o trouxe e ela não estava pronta para encará-lo de novo depois de ver um lado dele que desconhecia, foi estranho e aterrorizante, mesmo quando errou com ele, Dare ficou ao seu lado, a reação dele mais cedo deixou claro que dessa vez, diferente do que Luna pensava, ele não ficaria e provavelmente iria querer distância dela. Ficou quietinha, parada de frente para a porta enquanto aguardava o retorno de sua amiga. Tentava a todo custo se manter sã e não ter uma crise, não era o momento para isso, havia muito acontecendo para Luna lidar, decidiu procurar sua bolsa e pega um de seus calmantes para se manter sob controle, encontrou a bolsa caída no chão ao lado da cama. A abriu e retirou o vidro com comprimidos devidamente prescritos pela sua psiquiatra. Olhou para eles e aquelas pequenas cápsulas a arremeteram a uma lembrança que queria muito esquecer. A noite que pegou os antidepressivos de sua mãe e os tomou todos de uma única vez. A sua dor pela situação que vivia chegou a um nível insuportável no momento que descobriu que estava… tudo o que ela lutou para superar e enterrar, seria desencavado em breve, talvez mais rápido do que imagina, tudo o que lutou para deixar no passado está prestes a vir à tona e destruir a vida tranquila que construiu para si. Sempre si, sempre si, se ela estivesse pensando na filha ao invés de si mesma nada daquilo estaria acontecendo. Deveria ter seguido o conselho de Evelyn e viajado para algum lugar no exterior onde aquele maldito não pudesse encontrá-las. Mas ela se recusou dizendo que ele não poderia encontrá-las, porque não sabia quem ela era e em como chegar a Cindy. Mas ele chegou e provavelmente sabia quem ela era e logo, logo iria atrás dela também e se isso acontecesse, não teria como ajudar Cindy, nem Evelyn e tudo o que Luna sacrificou para ajudá-la, seria em vão. Odiava aqueles remédios por lembrá-la do quão fraca é, mas sem eles, não conseguiria suportar tudo o que vem acontecendo, principalmente o fardo de ter quebrado diversas vezes a promessa que fez a Luna de que sairia para sempre da sua vida. Todas as vezes que pensou que faria isso, no fim, ela voltava. De todas essas vezes, Luna a chamou uma única vez para ajudá-la e nem era ela quem precisava de ajuda. Mas ainda assim, se sentiu grata por ter a chance de ajudar a Lily, queria ter alguém para ampara-la quando soube sobre sua gravidez. Na época, Nick não tinha ninguém em quem confiar, bom, provavelmente Dare mas ele faria uma loucura e tudo o que ela precisava era sumir e não de uma tragédia. Tomou o remédio mesmo após todos esses pensamentos terem invadido a sua mente, e fez bem, pois começou a ouvir gritos e coisas quebrando, e o choro de uma criança. Aquilo era demais, tudo aquilo era sua culpa e não poderia permitir que aquela loucura fosse adiante. Arthur, era uma criança incrível e não merecia passar por aquele tipo de situação. Seus medos teriam que ficar sob controle. Ao chegar na sala, encontrou Kevin e Stuart que estavam se desculpando com Arthur enquanto ele estava agarrado à mãe e Dare estava abraçado a eles num gesto de proteção. "Desculpa mini Dare, desculpa, Kevin e eu só estávamos brincando e as coisas saíram do controle." Pelo tom de voz de Stu, ele se sentia muito culpado. "c*****o, eu mandei vocês pararem!" Dare disse. "Sentimos muito" Kevin disse de cabeça baixa. "Caras, cês estavam brigando por causa de uma reprise de jogo, UMA REPRISE!" Billie enfatizou as últimas palavras. Eles brigaram por causa de uma reprise de jogo? Nick se Perguntou sem acreditar que eles de fato seriam capaz de brigar por uma besteira assim. "Esse i****a quer torcer para o time errado" Kevin deu um tapa na nuca de Stuart que devolveu com um tapa na cabeça de Kevin. "Parem agora" Maison usou sua autoridade de líder da banda "vocês são adultos e não duas crianças para ficarem brigando…" O coração de Nick acelerou e sua respiração ficou em suspenso quando os olhos dele encontraram os seus. Sentiu o peito arder ao vê-lo face a face depois de dez longos anos sofrendo em silêncio, dez longo anos onde sentiu sua falta, onde se martirizou por ter machucado o único homem que de fato amou, o único homem que não sentiu medo ou nojo do toque, um toque na verdade ansiava. O mundo parecia ter parado, era como se não existisse mais ninguém naquela sala além deles, que estavam com o olhar preso um no outro... "Tiaaa, Nick!" Arthur a fez desviar a atenção ao reconhecê-la. O garoto se desvencilhou dos braços da mãe e saiu correndo até ela, Nick se abaixou para receber o abraço e mesmo que ele tenha quebrado aquela breve conexão com o único homem que verdadeiramente amou, se sentiu grata pelo abraço sincero e acolhedor daquela criança tão especial…
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