CAPÍTULO 14

697 Words
1 O sol já tinha nascido há algumas horas. Nesse momento, Clythia provavelmente já teria visto a carta. Eu já tinha avisado aos meus irmãos que precisaríamos parar em algum lugar para descobrir mais sobre Eloah. O quão poderosa Eloah deve ser para ser a única que pode salvar o mundo do colapso da magia? Não faço a mínima ideia. Estava evitando olhar para o amuleto desde a noite anterior, mas não resisti. Olhei. A névoa lilás não tinha subido tanto assim, talvez um pouco, ou não mudou nada. Era confuso, minha cabeça doía muito. Estava com saudade da aldeia, saudade de mamãe, até de meus irmãos. Nunca fomos tão próximos, antes de Gregory e Ester nascerem, quando só éramos eu, Peter e Flora, eu me sentia muito sozinho. Nunca tive muitos amigos, na verdade nenhum. Acho que por isso sempre li muito, os livros eram meus amigos. Sempre me senti preso dentro daquela aldeia, e os livros me faziam sair dela e ir para mundos completamente diferentes. Esperei muito pelo momento que sairia da aldeia, mas não era assim que eu imaginava... Na aldeia, quando você completa 16 anos, tem uma escolha complicada para tomar. O Conselho da Octar te dá duas opções: Ser um bruxo e continuar na aldeia até seu último dia de vida, ou se tornar um humano, ir para a cidade e ser p******o de voltar para a aldeia e ver sua família. É uma escolha complicada... Ter que escolher entre a liberdade e a humanidade ou entre a magia e a aldeia. Mamãe vivia me perguntando o que eu iria escolher, eu sempre dizia que não sabia, mesmo já sabendo... Nossa última conversa normal foi sobre isso... Não queria anunciar que só tínhamos 3 anos juntos até eu ter toda a minha magia absorvida e me tornar humano. 3 anos para nos despedirmos... Mas agora, eu não sei, não sei se ainda quero ir embora. No momento eu só queria um abraço de toda a família. - Ei! Tá viajando aí, é? - Gregory balançava sua mão na frente do meu rosto. - Oi. Desculpa, o que você disse mesmo? - Voltei para o agora, saindo dos meus pensamentos. - Perguntei quando você vai querer parar para analisar o mapa e os endereços que a Octar nos deu. - Ele falou, enxugando o sorr da testa. Ester estranhamente não parecia nem um pouco cansada. Ela ainda brincava com aquela lasca de madeira que arrancou do piso da cabana. - Daqui a pouco... Ainda estamos muito perto da vila, eles podem nos encontrar. - Disse, ofegante, olhando para Ester. - Perto? Estamos andando há umas 3 horas! - Ele olhou para mim - Não aguento mais andar, preciso descansar. Olhei em volta para conferir, ninguém. - Tudo bem. Vamos até ali. - Apontei para a maior e mais larga árvore que vi no local. - Ótimo! Andamos até a árvore e nos sentamos. Eu ainda olhava em volta para ter certeza de que não tinham seguido a gente, e de que nenhum vampiro estava na floresta. Vampiros. É o primeiro ser mágico que nos ensinam na aldeia, aprendemos sobre eles antes mesmo de aprendermos sobre nós - as bruxas. Eles são seres que morreram e voltaram à vida com sangue de vampiro no organismo. A cada dia seu exército cresce mais. Mas nem todos que são transformados decidem se juntar para lutar e m*******r os humanos e bruxas, alguns decidem aproveitar a imortalidade, lendo, estudando, fazendo várias faculdades e viajando muito. Se eu fosse um vampiro, seria um desses. Mas as bruxas disseram que esses se fingem de humanos, pois se forem reconhecidos, o exército dos outros vampiros vêm atrás para m***r com uma estaca de madeira. Estaca de madeira. O único jeito de m***r um vampiro. As professoras da aldeia falaram que alguns que são transformados com menos sangue de vampiro no organismo não podem ficar no sol ou em um lugar extremamente quente, mas é muito raro algum vampiro ser assim. - Então? - Gregory me chamou, olhando para as mochilas. - Vamos lá... - Respondi abrindo a minha mochila e colocando tudo que poderia ajudar na grama.
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