Bia não estava presa na cama. Ela estava estrategicamente posicionada. A gravidez confirmada. A internação como álibi. A imagem de fragilidade construída. Perfeita.Mas o foco dela não era o próprio bebê. Era Ana Liz. E Matteo.Ela precisava saber: ele já suspeita que pode ser o pai? Se ele já estivesse investigando silenciosamente, isso mudava tudo. Ela não podia ser pega desprevenida.�Matteo entrou no quarto no fim da tarde. Distante. Pensativo. Carregado. Bia percebeu na hora, como sempre percebeu microexpressões que ninguém mais via.Ela fez o que sabia fazer melhor: fragilidade controlada.— Você anda estranho… — comentou, num tom que misturava doçura e preocupação.Ele suspirou, passando a mão pela nuca. — É coisa demais acontecendo.Ela estendeu a mão, tocando a dele com delicadeza est

