HELENA Contei discretamente para o Bernardo que a conta foi paga e depois que voltamos pra casa, fui até o ateliê do Augusto. Chegando lá, ele estava desenhando. Sozinho. Não tinha mais ninguém no lugar. — Helena. — ele levantou o olhar e tirou o óculos. — Você aqui. Que surpresa. Não era o dia que apareço no ateliê. — Eu vim aqui pra falar uma coisa séria com você. — fechei a porta, mesmo sabendo que não tem mais ninguém pra ouvir a conversa. — Augusto, eu te proíbo de continuar fazendo isso. — Desenhando? — ele se fez de desentendido. — Não! Você pagou a conta do hospital! — Eu? Que hospital? — Para de se fingir de bobo, Augusto! Eu não sei como você descobriu, mas eu sei que foi você. Ele abaixou a cabeça e depois deu um pequeno sorriso. — Já percebeu que você nunca imagina

