LORENZO — Eu acho uma palhaçada ter que vir ao supermercado com a minha mãe se meu tio já veio com ela. — comentei com a Nat e coloquei um pacote de biscoito dentro do carrinho. Pelo visto só ficaremos neste departamento. — Você já percebeu que o seu pai olha diferente pra sua mãe. — ela tinha aberto um pacote de batatas. — Como assim? — eu peguei uma batata e comi. — Sei lá... ele olha pra ela como se a venerasse, quando ela tá falando, ele só fica assim: — ela apoiou a cabeça no punho e fez uma cara de boba. Eu achei engraçado. — Sério, Lorenzo. Repara. Acho que eles estão do outro lado. — ela foi até o fim da prateleira e olhou sorrateiramente e depois sacudiu a mão me chamando até lá. A Natali tá doida, só pode. Eu arrastei o carrinho e fiquei atrás dela, me esticando pra ver.

