Explicando-se

2161 Words
Depois que tomou banho, Arthur enrolou uma toalha na cintura. - Sua vez, o chuveiro está liberado. Carla negou com a cabeça. - Pode sair, ou não tomarei banho. Arthur parecia divertir-se com a cara dela, isso a estava deixando morta de raiva. - Eu ficarei de costas enquanto tira a roupa. Você viu, não dá pra ver nada ali dentro do box aqui de fora. - Ergueu as sobrancelhas para ela. - Pode usar essa toalha que pendurei ali, está limpa, é para você. - Sorriu para ela. - Como você pode sorrir? - Carla estava indignada. - Você está em um sequestro! Arthur até que estava gostando da situação, mesmo que ela não lhe explicasse nada, via que mexia muito com ela, já era um começo. - Quer que eu te ajude a tirar a roupa? - Disse malicioso, com uma sobrancelha erguida. Carla bufou e fez um movimento com a mão para que ele se virasse. Ele se virou rindo. Carla tirou a blusa, o sutiã, a calça e a calcinha rápido, como se de cada segundo dependesse sua vida. E de certa forma dependia. Arthur havia virado o rosto para trás um momento, o que viu o deixou sem fôlego. Ela era ainda mais linda do que vestida, nádegas redondas e firmes, cintura fina, as costas com a marca da coluna delgada, as pernas grossas. Nesse momento de deleite, Carla vira a cabeça. - Vira pra lá! - Grita com ele, que vira a cabeça rápido, com um sorriso nos lábios. O que vira só serviu para o deixar mais e******o. Carla tomou um banho rápido. O dia estava quente, e a caminhada a fizera suar, só por isso estava de baixo daquele chuveiro, porque não aguentava o suor grudando sua roupa. Saiu do chuveiro, secou-se rapidamente, enrolou-se na toalha e abriu uma fresta do box. Arthur estava sentado no vaso, esperando-a pacientemente. Ergueu os olhos para ela. - Não tenho roupas limpas. - Ela falou com a testa franzida. Ele tirou a camiseta que tinha colocado. - Use minha camiseta, depois pego outra para mim. Carla pegou hesitante. Fechou o box. Colocou a camiseta, que ia até quase seus joelhos, parecia um vestido largo. Saiu do box de pés descalços, juntou suas roupas do chão, que já estavam dobradas. Sentiu vergonha, por ele ter pego suas roupas íntimas. Mas não disse nada. Já passavam das dez da noite, Carla estava sucumbindo ao sono, sentada no sofá, olhando para a parede a sua frente. Arthur estava sem camisa e de bermuda tipo surfista sentado ao lado dela em silêncio. Não tinha mais o que dizer, esperava que ela se cansasse e lhe falasse o que estava havendo. Depois de um longo tempo, virou-se e viu Carla com a cabeça caindo de sono. Chamou-a baixinho. - Carla... Venha, vamos deitar na cama. Carla dormira. Estava cansada do dia de trabalho e da alta dose de estresse que teve. Arthur a ergueu do sofá com cuidado, para que ela não acordasse. A colou na cama e cobriu com um lençol fino. Deitou-se a seu lado, e virou-se, olhando cuidadosamente cada traço daquele rosto. Ela parecia um anjo, ali com o rosto relaxado, os cílios espessos e longos, o nariz pequeno, a boca entre aberta, sua respiração pesada. Arthur tocou uma mecha de cabelo dela, eram tão macios, os cachos caiam-lhe no rosto. Ele removeu e colocou para trás. Passou a noite acordado, velando seu sono. *** Já eram 9 horas da manhã, quando Carla acordara, demorou um pouco para lembrar-se onde estava, então lembrou-se do dia seguinte, e de que estava numa cabana no meio do nada com Arthur. Sentou-se na cama e virou-se para o lado, não havia ninguém. Suspirou aliviada. Não lembrava de como fora parar na cama. Lembrou-se que estava sem calcinha, levou a mão no rosto. Esperava não ter se movimentado muito a noite e mostrado demais. Ouviu Arthur falando com alguém fora do quarto. Pulou da cama e saiu irritada dizendo: - Você não pode me segurar aqui pra sempre!!! Arthur estava preparando o café para ele e Carla quando seu telefone começara a vibrar. Na tela aparecia o nome de Fábio. - d***a! - Deixou chamar até cair. Bufou, o que diria se perguntasse porque não foi trabalhar? Se bem que Fábio lhe devia alguns dias no trabalho. O telefone começara a tocar novamente. Atendeu. - O que você quer? - Disse ríspido. Fábio pigarreou: - Lembra-se que me perguntou sobre Carla, se eu podia ver algo com Luana? - Fábio não lembrava de seu amigo tão arredio como agora, por isso achou melhor ir direto ao assunto. Arthur ficou mudo por uns instantes: - Diga. Pelo amor de Deus. Ou vou acabar louco. Fábio explicou o que Luana havia lhe dito. Arthur ouvia tudo em silêncio e com atenção. - d***a! Mas quem foi a louca... - parou de repente - Pâmela! A vi no restaurante, mas fingi que não vi. Só pode ter sido ela. - Pâmela? - Fábio estava curioso pela história.  - Argh... uma moça com a qual me relacionei meses atrás, mas como sempre, foi passageiro. Mas acho que ela queria algo mais. Obrigado Fábio. Você me ajudou muito Nesse momento ouviu a voz de Carla, e parecia irritada. Ouviu o amigo perguntar se estava tudo bem. Respondeu que sim e desligou. Encarou Carla, que estava ainda mais linda do que ontem. cabelos desgrenhados, cara amassada de sono, a camiseta que lhe emprestara, e sabia que ela não usava nada por baixo, isso o deixava mais louco naquele momento. Engoliu seco. Então uma mulher aparecera em seu trabalho, para humilha-la por ela sair com ele, disse que era sua noiva... mas que loucura! Respirou fundo, como sairia dessa situação... - Carla. - Disse em tom de voz baixo e sereno. - Descobri porque você está brava. Ela ergueu a cabeça em desafio. - Ah, sabe é ? - Falara desafiadoramente. - Pode sentar aqui na mesa comigo ? Quero lhe explicar... - Esperava que ela lhe atendesse. Estava cansado por não ter dormido, e exausto de discutir com ela. Carla, percebeu algo diferente nos olhos dele, talvez fosse cansaço, mas ela concordou. Andou até a mesa, puxou uma cadeira e sentou-se, esperando por ele. Arthur pegou duas xícaras de café com leite, uma colocou na frente dela, a outra começou a beber. Carla continuava com os olhos fixos nele. Estava cansada dessa palhaçada, se ele não a levasse embora logo, começaria a gritar. Arthur largou a xícara. - Eu não tenho namorada. E nunca fui noivo de ninguém! Carla continuava impassiva, sem mudar sua expressão. Arthur suspirou e passou as mãos nos cabelos despenteados. Ele ficava tão sexy com roupas confortáveis e despenteado, que Carla m*l se continha, retorcendo as mãos em baixo da mesa. - Fábio me ligou, Luana falou com ele. - Aquela traidora! - Disse batendo na mesa com sua mão pequena. - Escute. - Arthur quase implorava. - Eu acho que sei quem era a mulher que foi lá te ofender, te peço desculpas. Eu vi uma mulher, com quem tive um caso passageiro meses atrás, no dia do nosso primeiro encontro, mas não dei atenção. Acho que deve ter sido ela. Peço que acredite em mim, falarei para ela não lhe incomodar nunca mais. Carla ainda o escutava, matutava em sua cabeça, será que fui enganada? - Ela me mostrou um anel de noivado. - Disse em um tom de voz mais suave, do que o usado nas outras vezes. - Eu juro Carla, eu não saio com mais de uma mulher ao mesmo tempo. - Repensou sua frase, não ficou boa. -Espera, deixa eu reformular. - Pensou um pouco. - Bem, eu sou solteiro, saio com várias mulheres, mas não me comprometo com elas, e quando saio mais de uma vez com a mesma mulher, eu não saio com outra ao mesmo tempo. - Quanto mais falava sentia que piorava sua situação. - Ok. - Carla se levantou. - Agora que já esclarecemos, pode me levar para casa? Arthur a olhou sério. - Pode me dar uma chance de provar que falo a verdade? Carla o olhou séria. Ele não parecia estar mentindo, e se Fábio o telefonou e ele se explicava não devia ser mentira, ela poderia facilmente descobrir, indo atrás de mais informações. Olhou aqueles olhos negros, que não pareciam mais tão petulantes quanto antes. Sentiu-se amolecer por dentro. Ele se declarara um mulherengo para ela, e ela ainda queria estar com ele ? Fechou os olhos um momento. Arthur se levantara e contornara a mesa. Carla abriu os olhos e o viu a seu lado. Ele segurou seu rosto com a duas mãos e a beijou. Um beijo lento e profundo. Carla sentia suas entranhas se revirarem, então entregou-se ao beijo. Arthur sentia-se pisando nas nuvens com aquela boca lhe correspondendo o beijo, seus corpos colados e com poucas roupas. Sentia que ela não mostrava resistência, foi descendo suas mãos de seu rosto até os ombros. Ela pousara as mãos em seu peito descoberto, sentindo cada músculo vibrar com o toque. Ergueu os braços e contornou seu pescoço, subindo e alisando aqueles cabelos que tanto a fascinava. Carla sentia-se arrepiar a cada toque, ele ia descendo com as mãos de seus ombros até o quadril, deixando um rastro ardente por onde encostava. Ele foi lentamente colocando as mãos por debaixo da blusa, sentindo suas mãos quentes em sua cintura, gemeu baixinho. Ele não avançara, descolou o beijo, ofegante. Encostou sua testa na dela. - O que você está fazendo comigo? Carla não sabia responder, porque também não sabia o que ele estava fazendo come ela. Arthur mirou em seus olhos, Carla podia sentir o desejo dele latejando em sua barriga. Ele a ergueu do chão, ela enlaçou as pernas em torno de sua cintura, com a camisa que vestia erguida até o umbigo, sentindo sua i********e roçar levemente no abdômen dele, o fazendo gemer. Ele se encaminhou para o quarto, a pousando na cama, com movimentos rápido tirou sua bermuda, ficando apenas de cueca. Carla arfou, vendo a protuberância saliente na cueca. Arthur foi deitando-se por cima dela, a beijando calmamente, ele percebia que ela tremia levemente, abriu os olhos para olhá-la. Ela era linda, os olhos completamente fechados, deixando-se perder nos braços dele. Ele foi erguendo a camiseta, até tirá-la por sua cabeça, a olhou fascinado. Ela estava um pouco ruborizada, mas ele achou que fosse o calor, ou a excitação que os preenchia. Desceu sua boca para um de seus m*****s, sugando com carinho o bico entumecido. Carla, inclinava o pescoço para trás, o qual ele tomou em um chupão, voltou-se aos s***s, um em sua boca outro em sua mão. Carla não sabia em qual momento ele tirou a cueca, mas quando sentiu a cabeça quente do m****o roçar sua i********e, se assustou e fechou as pernas. Arthur deixou seu pescoço para olhá-la. Ela estava com os olhos arregalados. Abriu a boca, olhou-o no fundo dos olhos... - Eu... eu nunca... Arthur, paralisou por um momento. Ela nunca o que??? Começou a recapitular todos os momentos juntos, o beijo no carro, o dia anterior no banheiro quando ela fechara os olhos para não olhá-lo, como ficara nervosa... meu Deus... - Você é virgem ... - Não era uma pergunta, era mais como uma afirmação. Carla assentiu... não que não tivera tido outras oportunidades, mas nunca sentiu realmente vontade de se entregar a alguém. Ela sorriu meio de lado para ele. Ela via aquele brilho nos olhos dele, aquele brilho que ela já tinha visto antes, que só agora entendia ser desejo, loucura... Mas ao contrário de suas expectativas ele se levantou, a puxando pelos braços, fazendo-a a sentar na cama próxima a ele. Ele a abraçou com ternura, encostando o rosto dela em seu peito nu. Ele sentia seus s***s roçando os b***s em sua pele, quase o fazendo perder o controle Ele não sabia que sentimento era aquele em seu peito, que o fizera hesitar. Não queria que a primeira vez dela fosse dessa forma. Queria fazê-la sentir-se especial, ela iria se entregar a ele, ela não pedira para ele parar. Sentiu inundar-se de um sentimento novo, ele não sabia explicar ainda, mas sentia um desejo forte de protegê-la, cuidá-la... amá-la? Carla ergueu a cabeça devagar, a confusão estampada em seu rosto. Será que ele não a queria porque era virgem? Ela sempre achou que isso era algo bom. Arthur baixou a cabeça e pousou os lábios nos dela. - Você é especial... Não quero que seja assim... - Fez um gesto apontando para a cama. - Quero que seja especial, único, inesquecível, como você. Carla sentiu um gelo em seu estômago. Por Deus, ele era irresistível! Estava completamente perdida naqueles olhos tão profundos como um buraco n***o, sugando tua a sua volta. O abraçou pela cintura, sentindo seu cheiro inundar por todos os lados. 
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