Três

970 Words
Mayumi estava na janela observando Izuna lutando com Tobirama e seus braços estavam cruzados atrás do próprio corpo. - Filha? - Quando eles vão? - Hoje, logo eles irão partir. - Ótimo. Por que não me avisou? - Mito nunca mais veio, não sabia como seria sua reação. - Você perdeu os movimentos das pernas, okaasama voltou em um caixão... Não cometerei seus erros. - E deixará inocentes morrerem? - Não são minha responsabilidade. — A porta foi aberta e Tobirama carregava Izuna com uma cara nada feliz. - O que aconteceu? - Ele desmaiou, acho que está sem chakra. Uzumaki Mayumi. Coloco a toalha sobre a testa de Izuna enquanto ele ainda dormia profundamente, Mito e Hashirama foram embora e Tobirama foi obrigado a ficar para esperar o Uchiha se recuperar. Contanto que não encha meu saco. Levanto saindo do quarto e desço as escadas indo até a sala, meu pai estava lendo um livro enquanto Tobirama escrevia algo em seu diário. - Ele vai ficar bem, só precisa de uns dias de recuperação. - Está certo. Arigatō gozaimasu. — O Senju agradeceu e concordei com a cabeça indo para a cozinha. A paz que eu tanto desejava sumiu assim que senti a presença dele e o olhei de canto de olho preparando um sanduíche. - O que aconteceu com você? - Coisas. - Por que não disse que é uma Uchiha? - Eu não sou. O sharingan é só uma coisa que ganhei. - Tudo bem, está magoada com Mito e meu irmão. — Isso é verdade. Passo a mão no rosto e respiro fundo sentando no balcão começando a comer. - O que vai fazer? Tentar me convencer a ajudar? - Eu também perdi pessoas, minha mãe, meus irmãos... Hashirama é a única família que me restou o que fez minha raiva diminuir. Você tem seu pai, deveria aproveitar ele ao invés de usar essa máscara. - Senju Tobirama me dando conselhos? Isso deveria ser visto por mais alguém. — Falo sarcástica e ele dá de ombros. - Velhos hábitos nunca morrem, Mayumi-hime. - Como se sente sendo irmão de um kage? - Normal. Tenho mais com que me preocupar. — Respiro fundo espreguiçando o corpo e desço do balcão. — Sinto muito por sua mãe. - Todos dizem isso. - E o que eu falaria? - Nada, nunca falamos nada além do básico. - Gosta de Izuna? - Mito mandou perguntar? - Sim. - Patético. — Falo calmamente saindo do cômodo e fui até a saída calçando minhas sandálias ninjas. Preciso ir ao mercado. - O que você vai fazer? - Sair. - Se me tirar deste tédio, eu esqueço o acordo de nossos pais. — Paro de andar e me viro para o platinado. - Está falando do que? - Hã? - Que acordo, Tobirama? - Mayumi-hime! — Olho para o anbu que estava sem máscara. - Sim? - Tem um Uchiha lá fora, ele parece... Irritado. - Irritado? É aquele cara. — Tobirama falou e o olhei. - Quem? - Uchiha Madara. — Um arrepio percorre meu corpo e engulo seco. Se eu vi Madara foi uma ou duas vezes. - O que ele quer? - Ver o irmão. — Respiro fundo indo em direção a entrada da aldeia e Tobirama logo estava ao meu lado. - Vai precisar de ajuda. {...} - Ei, já chega. — Mayumi falou parando de andar e os anbus a olharam. - Mas, Mayumi-hime... - Você é a responsável por eu não poder entrar. — Madara a pegou pelo pescoço e todos os anbus lançaram suas espadas porém foi Tobirama quem o acertou com um chute segurando a Uzumaki. — Seu... - Quer ver seu irmão e ataca justamente a hime do clã Uzumaki. — Ela fala se apoiando no Senju que não a soltou. — A sentença por isso é a prisão, se tivesse tido tempo de me machucar seria morto. Está tudo bem, minna, Madara-sama pode entrar. Os anbus recuam um pouco e Madara acompanhou Mayumi e Tobirama em direção a casa principal, por uns momentos os pensamentos de Madara eram focados em seu irmão até perceber os mais novos na sua frente que se olharam e coraram se afastando. Madara ergueu a sobrancelha se lembrando do que Izuna dizia sobre a hime do clã Uzumaki e um sorriso ladino surgiu no rosto dele. - Diga-me, Mayumi-hime, se casaria com meu irmão? - Não. — A resposta dela foi curta e grossa mas Madara conseguiu o que queria. Ver Tobirama se mexer desconfortavelmente. - E Tobirama? - Não. — Essa resposta foi curta mas a confusão estava exposta na voz dela. — Aliás, não vejo como minha vida é da sua conta. - Como possuí o sharingan? - Você ficou surdo, Madara? — Tobirama questionou frio - Sabe o que eu acho? - Não ligamos. — Os dois a sua frente falaram juntos e pararam de andar. - Pode entrar, meu pai está na sala e Izuna no terceiro quarto a esquerda. — Mayumi falou olhando o Uchiha que fechou os olhos e abaixou um pouco a cabeça - Arigatō gozaimasu, Mayumi-hime. Uzumaki Mayumi. - Vai me contar do acordo dos nossos pais? - Ah sim. — Tobirama coçou o queixo e voltou a segurar as sacolas com as duas mãos. — Você deveria se mudar para Konoha aos dezoito, quando eu vou virar o Nidaime e então nos casaremos aos vinte anos. - Eu te tirei do tédio? - De certa forma, ao menos fiz algo. — Entramos em casa indo em direção a cozinha já que estava um silêncio completo na mansão. — Por que? - Porque então você deve esquecer o acordo de nossos pais. É sempre bom fazer acordo com você. — Estendo a mão para ele que apertou. - Concordo, Mayumi-hime.
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