O dia estava abafado no morro. O tipo de calor que grudava na pele e deixava o ar pesado, denso, quase impossível de respirar. Chacal estava encostado na porta da boca, cigarro entre os dedos, observando o vai e vem dos vapores no beco principal. A cada dez minutos, alguém chegava com uma notícia nova — quase sempre inútil. A van continuava desaparecida, e aquilo o deixava inquieto. Ele odiava quando alguma coisa escapava do controle, do lado de dentro, Guto descia os degraus com o celular na mão, franzindo a testa. — Nenhum retorno ainda. — disse, guardando o aparelho no bolso. — Os moleques tão varrendo a área da Penha até Bonsucesso, mas nada. Chacal soltou a fumaça devagar, o olhar fixo no horizonte. — E a última câmera ainda foi aquela, na Presidente Vargas? — Foi. — confirmo

