MAURICINHO - INFILTRADO

1188 Words

A noite caía pesada sobre a cidade. O calor abafado grudava no corpo e o ar parecia cheirar a ferrugem e gasolina. No fundo do bordel, duas vozes se misturavam ao ruído constante de conversas e músicas. Rato estava sentado numa mesa velha, com o cigarro aceso entre os dedos, observando o chão sujo. Do outro lado, Mauricinho, com a camisa social aberta no peito, mexia nervoso no relógio de pulso. — Tu tem certeza que eles descobriram? — perguntou Mauricinho, num tom de voz baixo, como se o próprio ar tivesse ouvidos. Rato soltou a fumaça devagar, os olhos semicerrados. — Tenho. O velho me ligou de madrugada, tremendo. Disse que uns caras do morro apareceram perguntando da van. — Do morro? Rato assentiu, sem emoção. — Talvez. E se eles tão farejando a van, é questão de tempo até ch

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