Deixei que ela se acomodasse no sofá. Peguei o celular e disquei o número do Guto. — Fala, primo — ele atendeu com a voz ainda rouca. — Tava te ligando, achei que tu tinha sumido. — Tô aqui — respondi, olhando pra Serena, que observava a casa com cautela. — Escuta, vou precisar que tu segure as pontas na boca por uns dias. — Aconteceu o quê? — Aquela menina… a que encontrei no beco. Recebeu alta hoje. Vai ficar aqui em casa. Houve um breve silêncio do outro lado. — Tu vai cuidar dela, Chacal? — Vou. — Passei a mão na nuca, tenso. — Ela tá muito machucada ainda, e a médica falou que precisa de repouso. Não dá pra deixar sozinha. Guto respirou fundo. — Deixa comigo, primo. Fica tranquilo. Eu cuido de tudo. — Qualquer coisa estranha, me liga direto. — Pode deixar. — Ele fez u

