GUTO - TARDES QUE CURAM

1099 Words

A tarde já tinha avançado quando Guto voltou para casa. O sol entrava pelas frestas da cortina black-out que ele havia deixado meio aberta de propósito — queria que o quarto tivesse aquele tom suave de luz filtrada, que deixava tudo com cara de descanso, de esconderijo. E Isadora continuava lá. Deitada, com a respiração leve, as pernas entrelaçadas nos lençóis. O cabelo solto pelo travesseiro, um dos braços abraçando o próprio peito como se estivesse segurando a sensação da manhã. Guto ficou parado na porta por alguns segundos. Não queria acordá-la. Mas também não queria perder aquilo de vista. Ele se aproximou com cuidado, segurando com uma das mãos a sacola cheia de coisas que pegou no barzinho do Tio Joca — um lugar que ficava no pé do morro e fazia a melhor batata frita do bairr

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