CAPÍTULO 15 – A PRIMEIRA VEZ QUE ELA O BEIJA

1145 Words

Naya A adega da mansão fica num canto mais afastado, depois de um corredor que quase ninguém usa. Descobri por acaso, andando sem rumo, tentando fugir um pouco da sensação de estar sempre sendo observada. O ar lá embaixo é mais frio. Cheira a madeira, vinho e um leve toque de umidade. As prateleiras são longas, cheias de garrafas alinhadas, etiquetas que eu não saberia pronunciar nem se tentasse. Desço os últimos degraus devagar, passando a mão pela parede de pedra. Não sei direito o que vim fazer aqui. Talvez só respirar um ar diferente. Talvez me afastar de tanta luz. Quando viro o corredor da adega, não estou sozinha. Enrico está ali, de costas pra mim, analisando uma das prateleiras como se escolhesse uma estratégia de guerra. A camisa clara contrasta com o ambiente escuro

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