Naya As mudanças começaram pequenas. Na primeira noite, foi a forma como ele me puxou pela cintura, mais firme do que de costume, como se tivesse medo de que eu escapasse. Na segunda, foi o beijo, que não veio tão devagar, mas rápido, urgente, quase possessivo, como se estivesse marcando algo que já era dele. Meu corpo percebe antes da minha mente admitir, o meu marido está diferente. Ele me vira na cama com mais decisão, me coloca por baixo ou por cima sem pedir tanto “permite?”, mas ainda atento se eu recuo. Não há brutalidade, mas há um tipo de força nova, uma necessidade que não se contenta mais com a metade. Durante o dia, essa energia parece sair pelos cantos da casa. Os corredores, que antes eram apenas grandes e vazios, agora parecem cheios de coisas que eu não vejo. Passos

