Cristóvão estava a correr o mais rápido que podia, o peito ardia enquanto os olhos turvos pelas lágrimas buscavam o caminho. Ele tinha medo. Medo pelos amigos que deixou para trás com um bando de pervertidos pedófilos. Bruno, que ele considerava invencível, estava nas mãos daquele bando que pretendia fazer com ele o impensável, uma aberração aos olhos de Deus e dos homens. Quando finalmente avistou um carro na beira da estrada, as lágrimas não resistiram e rolaram por seu rosto. Rezava para que Gustavo, esperto como era, encontrasse um jeito de atrapalhar o intento dos pervertidos, mas, temia que àquela altura, também ele estivesse nas mãos dos inspetores. Precisavam de ajuda, e quão providencial seria se aquele a quem chamavam de marginal, por fazer parte de uma gangue, os ajudasse. A al

